Wednesday, January 04, 2006



É só a minha série favorita! E, finalmente, está a ser exibida a 6ª e última temporada (a tarde e a más horas), destes magníficos episódios que são autênticos poços de sabedoria sobre mulheres e homens, relacionamentos, e claro, sexo na cidade (NY).

Nas palavras de Sarah Jessica Parker, a actriz da personagem principal (se bem que cada estereótipo vale por si só), «a série é sobre uma mulher com alma, que já foi magoada, que se desiludiu muitas vezes e que já não é uma criança».

Baseado no romance de Candace Bushnell, tudo gira em torno de 4 amigas na casa dos thirty something:

Carrie (Sarah Jessica Parker), uma colunista de um jornal de Nova York que alimenta as suas crónicas à custa das peripécias românticas das amigas e dela própria. Um desempenho que lhe valeu já um Globo de Ouro para melhor actriz. Samantha Jones (Kim Cattrall) é a executiva, uma Relações Públicas especialista na vida de solteira e nos prazeres da carne, é a par de Carrie uma das personagens mais interessantes e define-se a ela própria como uma «tryssexual», pois há que experimentar tudo (mas mesmo tudo) uma vez e repetir se a experiência for agradável. Charlotte York (Kirsten Davis) é a romântica, negoceia em arte e acredita que o amor move montanhas. Miranda Hobbes (Cynthia Nixon) é uma advogada realizada profissionalmente e a mais prática e rezingona das quatro amigas de Sex and the City.

A par destas personagens deliciosas, há um sem número de seres masculinos sem os quais não havia história: Mr. Big (o amor da vida de Carrie), Aidan Shaw(ex-namorado de Carrie que quase a levou ao altar...), Steve Brady (o ex-namorado e pai do filho de Miranda), Stanford Blatch (o amigo gay) Trey MacDougal (o ex-marido de Charlotte), Richard Wright (o namorado mais duradouro de Samantha) entre outros e outras...

Quem nunca viu está a perder a série do milénio!

Falando de Carrie, SJP diz que ela «quer sentir-se realizada, mas não tem a certeza daquilo que realmente deseja: será que pode ser feliz como uma mulher solteira que vive variadíssimas experiências com homens ou deverá casar-se?»

Dizem as más-línguas que estava prevista realização de um filme sobre a vida destas heroínas urbanas, mas as actrizes não se entenderam relativamente aos cachets, nomeadamente SJP e KC que disputavam entre si um valor igual e que SJP não o permitiu. Tal facto foi desmentido com uma explicação aos milhões de fans de que não era possível fazer um filme de 6 anos de série (1998-2004), que isso não fazia sentido e que é coisa que nunca irá acontecer.
Ficamos com os espisódios em DVD e com as repetições constantes que vão passando na TV.
Uma série de culto, tal como muitas outras, mas esta, friso, é a minha série preferida de todos os tempos!


19 comments:

Rosa said...

Também adoro! Tenho as séries todas em DVD, mas, ainda assim, não perco um episódio sempre que o "apanho" na SIC Mulher!

xá-das-5 said...

Bom. Fartei-me ao fim da quarta. Mas já ouvi dizer que a sexta é a melhor. Tenho-a práli para dentro. Ao lado das outras 60... ou mais.
Neste momento acabei de ver a terceira do Nip/Tuck. Isso sim, é genial. Tb estou no fim da última season do sete palmos de terra. e mais há...

eu said...

Pois é, bela série! Acho q nenhuma mulher a perde qdo pode.

Tb desejo um óptimo 2006 e deixo aqui uma prenda de natal atrasada.

http://mfile.akamai.com/9139/asf/stream.wmg.com/wmi/uk/zero7/Destiny_w_hi.asx

wind said...

Não costumo ver:( beijos

Maria Pedro said...

Se há alguma coisa certa na minha vida, essa é uma delas! Não perco!

Beijos, Evinha! Já tava com saudades tuas!

Esplanando said...

quando estou a fazer zapping e encontro essa série paro sempre. Vejo! E vejo com gosto porque a série é gira e bem construída.

Mas não acho que seja educativa.

Podemos tirar algumas conclusões... mas o exagero das personagens (demasiado vincadas, demasiado estereotipados), a realidade socio-económica de que beneficiam e a realidade socio-cultural em que vivem torna muito dificil "aprender" alguma coisa sobre as mulheres... as mulheres do dia a dia... as mulheres simples... as mulheres reais. As que eu gosto e quero conhecer.

Meia Lua said...

Eva!!! Gosto tanto da série... das situações.. embrulhadas em que se metem... é demais.
Mas o melhor mesmo são as características de cada uma. Num grupo de amigas, podemos facilmente classificar e identificar quem se parece com quem !!!

Eva Shanti said...

Ora bem, parece que a série agrada à grande maioria das meninas

wind, não costumas ver?? Mas já viste, certo? Bom, mas seja na TV seja em DVD ainda estás a tempo.

Já os meninos é outra história...

Xá-das-5,

Compreendo que sejas um mocinho tecnológico, mas virado para essas coisas dos gadjets, ficção científica e por aí fora. E, pelo menos, viste um bom nº de episódios e tens a série toda em DVD...

Esplanar,

Realmente, as personagens são esterótipos, o nível socio-económico é elevado e não se compara ao da portuguesa média, a cidade é NY (nem Lisboa, nem LA, nem coisa que o valha), embora o sexo tenha muito que se lhe diga... E se a série tem muito sucesso no mundo inteiro, tal como a Bridget Jones (as Desperate Housewives nem tanto) é porque a grande maioria das mulheres solteiras se revê naquelas personagens.

Ainda assim, gostos não se discutem. Há uns bons anos tive a minha fase de «Ficheiros Secretos», agora sou mesmo Sex and The City, ou não tivesse eu alma de Carrie Bradshaw...

Bjs

xá-das-5 said...

Mas ó Eva, o Desperate Housewives é o maior sucesso dos últimos anos a nível televisivo, só confrontado também com esse ícone "Lost".
Em relação às séries que falei são tudo menos tecnológicas. E tens que vê-las. São completamente diferentes (nem comédias são) de tudo o resto e, com as já mencionadas acima, estão a conseguir fazer que as pessoas com alguma cultura deixem o cinema para segundo plano, pois é raro trazer algo de novo neste tempo imbecilóide de blockbusters.

pachita said...

Também é das minhas preferidas! :)

E a minha favorita é a Sam Jones. ;)

Desconhecida said...

Também adoro e, ainda ontem estive a ver...gosto de todas elas, cada uma no seu estilo!

Isabel-F. said...

Infelizmente nunca vi esta série...
tenho pena...mas, dias de semana...rsss... deito-me com as galinhas.

Beijinho

Eva Shanti said...

Pachita,

A Sam Jones é o máximo! Daí que a Kim Catrall exigisse um cachet igual ao da Sarah Jessica Parker e percebe-se bem por quê, pois a Sam é a alma da série, apesar de ser a
Carrie que «escreve» a história...

Desconhecida,
Meia Lua,

Mais uma vez, a prova de que as mulheres não perdem pitada desta série, sempre que podem, claro.

Isabel,

Pois durante a semana realmente é quase impossível ver. Acho que dá à 3ª por volta da 1 da manhã, mas não tenho a certeza, pois os horários andam sempre a mudar.

Na Sic Mulher, penso que dá às 5ªs (ou às 3ªs, também não sei bem), e aos Sábados e aos Domingos, sempre às 23h. São episódios antigos, mas gosto sempre de ver. Alguns já os deve ter visto umas 5 vezes! Parece impossível, mas os episódios só têm 30 min e são sempre tão cheios e tão ricos em emoções...

Para além do livro (não gosto tanto e não aconselho, porque quem conhece a série não vai gostar e quem nunca viu provavelmente ficará com uma ideia que não corresponde à realidade), há os DVD.

Xá-das-5,

Só mais uma palavra. Acho que as Desperate Housewives não tiveram o sucesso esperado aqui no Tugal, porque a mulher portuguesa média é, felizmente ou infelizmente, muito mais do que dona-de-casa. Nas personagens do Sexo e a Cidade, a grande maioria das mulheres que são singles encontro sempre um ou outro ponto em que se revêm. O mesmo acontece com Bridget Jones, pois não acho que haja ninguém assim tão desajeitado e tão tonto, mas já as guerras para deixar de fumar, para perder peso, para conhecer homens com qualidade e o desejo intenso de se ser feliz ao lado de quem se ama, especialmente quando já se passou aí dos 25, parece-me que é muito comum e as mulheres identificam-se com estes problemas do dia-a-dia.

Ah! E sou fan do CSI, especialmente da equipa de LA, mas também gosto do Miami e do NY. Nunca sei quando dá nem em que canal, mas se der no Sábado na SIC às 15h, lá estou eu colada ao pequeno ecran. Volto é a dizer, Sex and the City é o Sex and the Citý...

Bjs

xá-das-5 said...

Ora bem, vou ser um bocado duro e quiçá mal compreendido em relação à relação (!) que as mulheres, tugas ou não, têm com as personagens desta série.
Sempre conheci mulheres, sempre fui rodeado por elas e sempre as tentei compreender, bastas vezes sem sucesso.
Mas as que conheci que eram sexualmente livres, ou estavam dominadas pela loucura das drogas e alcool, moda, desfiles e glamour lisboeta ou preferiam outro tipo de sexo para "sexuar", ou estavam completamente desesperadas.
Todas me dizem o mesmo, que andam à procura, que querem é dar quecas e a vida são dois dias. Mas quando chega a relidade e a possibilidade, pouco ou nada acontece.
Ora o que acho do SITC, e por isso me fartei, é que nada é real. é tudo tão bem pensado para chegar directamente aos anseios de quem vê (umas assustadas, outras maravilhadas , outras enojadas) que reflecte os anseios e sonhos e não a dura e crua realidade.
Se estiver enganado, ataquem à vontade.
Mas, e até infelizmente para mim, as coisas não são tão glamourosas, fáceis, directas ou realistas.
Todos nós conhecemos uma personagem real que toca as personagens da série. Mas, sejamos concretos e verdadeiros, a vida que têm não é a que anseiam.
E quanto a isso, batatas.

As Musas said...

Eva, minha amiga, fizeste-me sentir "arcaica" lololololol tou a falar a sério, enquanto lia o teu post pensava cá para os meus botões: Socorro ela está a falar de quê?
Depois fiquei mais descansada, era na Sic Mulher.... eu ná tenho esse canal!
Mas agora fiquei curiosa.

Photosax said...
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Photosax said...

Gosto muito da série, era muito divertida!
Mas devo confessar o meu fraquinho pelo "7 palmos de terra" (six feet under) onde a sexualidade era também parte indissociável da série. A mescla de personalidades, de ardis, de tramas, eram fenomenais.

Já agora, recomendo-te a "courrier international" edição portuguesa de 30 de dezembro (a 5 de janeiro - é semanal) onde o tema de capa é "MULHERES - da libertação sexual à cultura do sexo". Vários artigos de vários origens (canadá, suiça, polónia, china, rússia, arábia saudita, espanha e congo) acerca desta temática.

E porque não: VIVAM OS SIMPSONS E O SOUTH PARK!

http://corrosivo.blogsome.com

Eva Shanti said...

Xá-das-5,

Vamos lá, então, por partes:

«Sempre conheci mulheres, sempre fui rodeado por elas e sempre as tentei compreender, bastantess vezes sem sucesso» - compreensão do sexo oposto é o eterno desafio; não há manuais que descodifiquem nem homens nem mulheres; apenas nos poderemos guiar por algumas linhas gerais, mas tudo é falível; nestas coisas há tudo menos certezas; não há nem nunca haverá receitas.

«Mas que conheci que eram sexualmente livres, ou estavam dominadas pela loucura das drogas e alcool, moda, desfiles e glamour lisboeta ou preferiam outro tipo de sexo para "sexuar", ou estavam completamente desesperadas»

- Eram sexualmente livres ou queriam dar uma imagem de libertas sexualmente?
- Loucura, álcool, drogas, moda, glamour, tudo isso domina quer homens, quer mulheres, desde que o deixam, aí acho que é uma questão de vontade;
- Preferiam outro tipo de sexo para "sexuar"? Que sucedâneo de sexo é esse?
- estavam completamente desesperadas, ou seja, desespero por não saber lidar com a solidão, desespero por procurarem no outro respostas que estão dentro delas, questões relacionadas com o «relógio biológico»: é isso? É que se percebi bem, anda por aí muito homem deseperado, que se quer «arrumar» e que começa a entrar em depressão por que vê o tempo a passar e ainda não tem filhos, não são só mulheres...

«Todas me dizem o mesmo, que andam à procura, que querem é dar quecas e a vida são dois dias» - que andam à procura, que querem ser felizes, isso queremos todos nós, mulheres e homens; que também há a fase das quecas e do prazer imediato, também sabemos; que há pessoas que vivem de quecas e para quem a vida não tem mais de 2 dias, isso acaba por não ser mais do que uma negação da realidade, oi seja, em vez de terem experiências diferentes com a mesma pessoa (que é o que realmente desejam e não admitem), passam a ter a mesma experiência com pessoas diferentes. Penso que é um pouco o caso da Sam Jones do S&C, pois embora ela seja desinibida, asssuma que gosta de sexo e que não perde uma oportunidade para ter sexo seja lá com quem força (marcha tudo), a verdade é o que ela no fundo procura e não encontra (vemos isso num episódio antigo sobre um grande amor que teve e não foi correspondido, percebemo-lo pela relação mais duradoura que lhe conhecemos com Richard Wright.

«Mas quando chega a realidade e a possibilidade, pouco ou nada acontece» - Que realidade é essa? O que é que não acontece e devia acontecer?

«É tudo tão bem pensado para chegar directamente aos anseios de quem vê (umas assustadas, outras maravilhadas , outras enojadas) que reflecte os anseios e sonhos» -concordo 100%, e parece-me que é aqui que reside o sucesso da série. Agora não percebo o que entendes por «dura e crua realidade».

Assim sendo, para além de aguardar os devidos esclarecimentos, aproveito já para «cravar» uns quantos DVD´s, que é como quem diz, tudo sobre O Sexo e a Cidade e Six Feet Under, que estou curiosíssima! Obviamente que te vou arranjar uma caixa de DVD´s «virges» pois não deve ser coisa pouca...

Photosax,

Muito obrigada pela visita e pela dica!

:)

Bjs

xá-das-5 said...

Bom, responder a este teu questionário é tarefa árdua. E vou simplificar porque não saíamos daqui. :)

Qto à liberdade sexual (e não confundir com libertinagem), o sonho e objectivo é mesmo ser livres. Mas não o são. Estão presas às condições, malhas, teias, armadilhas e etc. do politicamente correcto.
As poucas senhoras realmente livres que conheci tinham uma cabeça a condizer com a situação. E deram-se muitas vezes mal com isso.
O engraçado é que parte delas estão casadas e, digo eu, sossegadas (eheheh) e a outra parte pura e simplesmente desapareceu do mapa.
A liberdade é um pau de dois bicos: dá e tira. Constrói descontruindo. Faz sonhar e chorar.
Logicamente que isto serve para ambos os sexos.

Quanto ao desespero as coisas não são tão "simples". Mas todas as razões que apresentaste são reais. Mas há um outro desespero. O de entregar o corpo para se ser amada, nem que seja por um instante, a procura incessante de prazer nas suas vertentes máximas (e nunca chega), chegar ao orgasmo divino... sei lá. esta do orgasmo divino enfaralhou-me todo...

Quanto à hora da verdade e realidade é muito simples. Todas querem mas quando têm uma oportunidade real, encontram sempre qualquer desculpa para não levar o acto àvante. e depois continuam a querer... é um ciclo vicioso.

A dura e crua realidade é infelizmente o que se passa no mundo real.
Sonha-se com muito, mas depois é raríssimo encontrar algo ou alguém que preencha esse desejo. É essa a dura e crua realidade.

Uf....

Uma caixa de 50 dvds deve chegar :)