Monday, June 26, 2006

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Relações Perfeitas

Confesso que me é difícil libertar da noção de amor romântico.

Para já, deixo de lado a química dos afectos e a explicação das motivações que nos levam a eleger um parceiro em detrimento de outros, estudos científicos que reduzem o fenómeno do Amor ao nível das reacções hormonais como se uma explicação do sistema respiratório ou digestivo se tratasse. Importantes contributos, parece-me que preponderante o tipo de sociedade em que nos inserimos, os aspectos culturais a que somos expostos, o sistema educacional que molda o nosso raciocínio, em suma, tudo o que condiciona a forma como vemos o mundo.

Propagandeado em filmes, livros, novelas, difundido em histórias de crianças e contos de fadas e princesas, o amor romântico enaltece a fase do enamoramento, da paixão, do sonho tornado realidade. E é assim que vivemos, condicionados na procura o ser perfeito, grandemente assente no individualismo e na quimera dos sentidos, culpabilizando-nos por não conseguirmos atingir o objectivo imaculado e intocável de relação perfeita, tornando o nosso passado amoroso um rol de amores e desamores.

Neste momento, até por que a vida já me ensinou isso, aceito sem hesitações que aquilo que devemos aspirar é a relação perfeita, um relacionamento especial baseado no entendimento mútuo, no companheirismo. É uma comunhão de vida que não se propõe ao “para sempre”, que tem em conta que tudo é finito, mas cuja vontade de ultrapassar obstáculos que inevitavelmente surjam e o esforço em prol de uma vivência comum harmoniosa tende a levar a relação à perpetuidade.

Problema que desconfio que não seja só meu:

1) Sou incapaz de ignorar uma forte atracção física, a intensidade daquilo que o outro provoca em mim “à primeira vista” e deixo-me levar pela irracionalidade dos sentimentos se for correspondida;
2) O que valorizo é a confiança mútua e a existência de um projecto de vida em comum, o compartilhar de valores, interesses e objectivos.
3) Lido mal com a rotina, com a falta de novidade, com a calmaria do que já conheço sentindo um apelo forte pelo desconhecido – sou assim no Amor e na vida.


Reconhecer tudo isto, saber que há muito de características da personalidade a articular com as influências do meio, actualizar conceitos e modificar algumas atitudes, esse é o meu desafio pessoal.


Photo of a Heart in the Sand
Bibliografia:
- ROUGEMONT, Denis – O amor e o Ocidente, Lisboa : Vega, D.L. 1989
- ROUGEMONT, Denis, Os Mitos do Amor [1996], Lx. Livros Horizonte, 2001
- GIDDENS, Anthony (1995), As Transformações na Intimidade, Oeiras, Celta Editora.

Tuesday, June 20, 2006

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Paradoxos

"Quando te conheci tive medo de gostar de ti, agora gosto de ti e tenho medo de te amar, agora amo-te e tenho medo de ter perder"

Anónimo

É muito difícil haver Amor sem algum apego. Aliás, acho natural que haja apego, caso contrário há desinteresse e não há Amor.

Falo de “apego” no sentido de dedicação e afecto que nos faz querer que as pessoas que amamos façam parte da nossa vida, participem dela e nela permaneçam. Falo de “apego” como o sentimento humano gerado pela necessidade básica de segurança, de pertença a algo ou alguém.

Quando o apego passa para uma dimensão em que queremos que o outro corresponda forçadamente com a ideia que fizemos dele, quando insistimos em moldar o seu comportamento aos nossos padrões e impedimos a manifestação da sua identidade própria, do seu individualismo, então já estaremos no campo do egocentrismo, do impedimento do desenvolvimento de uma relação afectiva saudável, porque há uma incapacidade de entender que tudo tem a sua vida própria e que, pela natureza das coisas, há muitas áreas que escapam à nossa influência.

Este sentido pejorativo de apego como forma de dependência existe, não só na relação de dois amantes, mas também noutro tipo de relações. Por exemplo, nas relações parentais, quando um ou ambos os progenitores tentam enquadrar os seus filhos num quadro idealizado que pouco tem a ver com a vontade destes e até com o seu perfil, obrigando-os a seguir determinada carreira para que não têm nem interesse nem vocação.

Visto desta forma, “apego” significa colocar na esfera do outro a responsabilidade de nos completar e de nos fazer felizes. No fundo, é uma auto-demissão da responsabilidade que pertence a cada um de nós de viver com decisões que só podem ser nossas e de sermos capazes de nos realizar pessoalmente.

O Amor quer-se desprendido, sem a mesquinhez do ciúme, com respeito pela individualidade do outro, sem interferências exteriores que agridam a liberdade pessoal, sem exigências e sem ressentimentos.

Todavia, qualquer sentimento humano é assolado de imperfeição e, mesmo que lutemos contra isso, há sempre momentos de insegurança, de medo, de fragilidade, de solidão.

Saturday, June 17, 2006

Love or Lust?

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"Sex alleviates tension. Love causes it" - Woody Allen

Amor ou desejo? A pergunta é minha.

Tuesday, June 13, 2006

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Quando a arte imita a vida

Pedofilia: a zona cinzenta ou o tratamento desigual em função do sexo?

"Verão de 42" (Summer of 42, 1971) é um filme corajoso, sensível, que retrata a realidade da descoberta da sexualidade de três adolescentes de 15 anos nas férias de Verão. A “primeira vez” é sonhada e aguardada de forma diferente pelos três amigos: Oscy, num misto de fanfarronice e gabarolice faz conta à quantidade raparigas que espera “engatar” nas férias, Benjie é o tímido, o miúdo receoso de abordar o sexo oposto, Hermie encarna o jovem sonhador que procura o amor verdadeiro consumado com alguém especial.


À sua maneira, nem sempre em correspondência directa com o idealizado, os três rapazes perderão a virgindade. Contudo, o centro da atenção recai sobre a relação de Hermie e Dorothy, uma mulher mais velha, carente, cujo marido ausente se encontra ao serviço das Forças Armadas como piloto na II Guerra Mundial.

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A história é bonita e faz-nos esquecer completamente que, à face da lei, estamos perante uma situação de abuso sexual, um relacionamento explorado por Dorothy, que se aproveita da inexperiência e dos sentimentos de Hermie para colmatar a falta do marido.


Somos, pois, confrontados com aquilo a que chamo a “zona cinzenta da pedofilia”, não porque não esteja "preto no branco" no Código Penal Português, mas porque sociedade dificilmente rotula de abuso sexual a relação entre uma mulher adulta e um jovem ainda na puberdade, mas não hesita em qualificar como crime o relacionamento sexual de um homem maior de idade com uma menina de 15 anos.

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O filme "Verão de 42" foi premiado com o Óscar de melhor banda sonora, cujo tema principal faz parte da nossa cultura ainda que muitos não o relacionem com o êxito cinematográfica.

Em Português o bem mais recente, “Amo-te Teresa” (2000) com Ana Padrão e Diogo Morgado aborda o relacionamento amoroso de uma médica de 35 anos com um adolescente de 15 que por ela se apaixona. Teresa retorna à terra natal para um retiro espiritual, um encontro consigo própria para curar as feridas das suas desilusões no amor e envolve-se com Miguel.

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Perdidamente apaixonado, Miguel não consegue esconder os sentimentos por Teresa em quem pensa dia e noite. A pacata vila é assomada pelo escândalo e pela revolta quando a população descobre a existência do amor proibido. Num acto inconsequente, Migue pinta, durante a noite na parede da igreja “Amo-te Teresa” em letras vermelhas. A relação dos dois não tardará a ser revelada… Enquanto isso, o espectador (pelo menos o típico romântico incorrigível) passa todo o tempo a torcer por um amor impossível. Depreende-se que, passados os tumultos, o sentimento consiga vingar após o reencontro do casal amaldiçoado em Lisboa.

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A banda sonora é marcada pelo tema Asas (Eléctricas) dos GNR. Aliás, Rui Reininho, o conhecido vocalista da banda tem uma aparição secundária como guarda da GNR…

Com efeito, e se tivermos em perspectiva a nossa lei penal, as condutas de Dorothy e Teresa, são sancionadas com pena de prisão até 2 anos ou pena de multa até 240 dias (art. 174º, CP).


A lei entende ser necessário proteger o desenvolvimento global dos menores que não têm ainda a plena capacidade de decidir livremente em termos de relacionamento sexual.


Ambos os filmes mostram como é ténue a fronteira entre o crime e a livre expressão da sexualidade entre duas pessoas cujos tempos são dramaticamente diferentes. Ténue porque quando está em causa uma mulher adulta somos tentados a desculpar e a atribuir uma maturidade ao jovem que a lei só reconhece aos 18 anos. No “Verão de 42” não há punição porque a história é mantida em segredo, em “Amo-te Teresa” há uma clara reprovação da conduta da médica que é chamada à responsabilidade dos seus actos.


Em Portugal, as acusações contra mulheres abusadoras sexuais são raras e os próprios profissionais tem dificuldades em lidar com o assunto. Sabe-se pouco e os casos entretanto reportados não oferecem margem para dúvidas quanto à sua qualificação como crime, quer pela idade das vítimas quer pela relação de parentesco que os torna jurídica e moralmente injustificáveis.

Os actos sexuais com menores ganham contornos acentuadamente mais graves quando os jovens dos 14 aos 18 anos se encontram numa situação de dependência, tal como é o caso da relação professor-aluno – art. 173º, CP. Dado que o agente se encontra investido no dever de assistência ou educação, a pena de prisão pode ir de 1 a 8 anos e não há possibilidade de pena de multa.

O legislador teve em consideração os diferentes os graus do desenvolvimento da personalidade do menor na esfera sexual, pelo que quem ponha em causa a liberdade e autodeterminação sexual de menor de 14 anos é também fortemente sancionado nos termos do art. 172º, CP.

São frequentemente noticiados nos EUA casos que têm indignado os Americanos, não só pelos factos em si, mas pela dualidade de critérios na aplicação das penas, bem menos severas quando estão em causa mulheres abusadoras. O sexo masculino goza de muito menos tolerância e os mesmos crimes geram um alarido social de incomparável dimensão. Daí a questão: São os estereótipos sexuais que justificam a diferença entre o número de infractores dos sexos masculino e feminino?


Foi mediático e pertence à memória colectiva (quanto mais não fosse pelos 2 livros e 1 filme) o caso amoroso da professora Mary Kay Letourneau iniciado quando esta tinha 34 anos e o aluno Fualaau apenas 12. Um amor que resistiu a todas as adversidades: Aos 43 anos, Mary Kay após ter cumprido 7 anos de prisão efectiva e de ter tido dois filhos dessa relação, casou com Fualaau de 22.

Fenómeno complexo e polémico...

Saturday, June 10, 2006

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Aihaiah
Mediterrâneo Agosto
Em pleno Verão
Aihaiah
O sol a pino e eu faço
uma revolução
Aihaiah

Pensar em Verão é lembrar de férias, tempo livre e sem horários, praia, dias ensolarados, dolce fare niente, festa, muito amor e pouco compromisso.

É o momento alto da exaltação dos sentidos acordados pela Primavera. À libertação dos odores, à intensidade das feromonas, aliam-se as noites longas, o ar quente carregado de sensualidade e erotismo, uma maior predisposição para reagir aos vários estímulos que nos bombardeiam sem tréguas.

Planeia-se menos, vive-se no imediato, celebra-se o presente e deixam-se fluir os acontecimentos ao sabor dos impulsos sentidos no momento. Sociabilidade


O Verão é, por excelência a época do romance. Corpos quentes, concentrado de Sol na pele, roupas leves de tecidos frescos, um espírito despreocupado, descontraído.


O despertar da paixão está associado a emoções fortes, privilégio do período estival. O meio condiciona em muito a nossa percepção. O mesmo facto pode ganhar uma dimensão diferente e exponencialmente maior consoante o nosso estado de alerta.

No Verão há um favorecimento claro dos jogos de sedução e, consequentemente, a atribuição de um significado mais intenso às experiências vividas. Lembramo-nos das músicas, dos amigos, das discotecas, das patuscadas, das conversas intermináveis e das jogatinas de cartas… Tudo isso fica gravado de uma forma mais profunda e única na nossa memória. E tal não acontece por acaso: há uma maior tendência para nos apaixonarmos por alguém se vivenciarmos com essa pessoa algo para nós marcante.

Em tempo quente de férias, longe do rebuliço da vida de todos os dias, a subida dos níveis de adrenalina potencia o desejo sexual e favorece o envolvimento sem pensarmos muito em consequências. O álcool, desde que o consumo seja moderado, funciona como elemento desinibidor. Surgem pretextos de aproximação, a possibilidade de rejeição é menor, uma “tampa” pode ser levada com mais leveza. Estão reunidas condições para o sucesso das investidas!

É importante aproveitar bens as energias do Sol e recarregar baterias, pois o último trimestre do ano é sempre o mais duro e exigente.

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Alguns “amores de Verão” enterram-se na areia no final das férias e deixam apenas as (boas) recordações. Outras relações perduram, evoluem, vencem o retomar da rotina, a rentré e consolidam-se em relacionamentos estáveis, duradouros.

Certezas ninguém as tem, riscos só os corre que quer. Mesdames et Messieurs faites vos jeux !

Wednesday, June 07, 2006

Theatre-Press-Shot 2005 - angry little gun by andchore

«Crimes de paixão» ou «crimes de possessão»?

Os homicídios praticados no seio do casal serão todos crimes passionais?

Antes da morte, muitas mulheres, vítimas dos seus maridos ou companheiros, sofreram violência física, psíquica ou ambas.

Os homicídios de mulheres são, na sua maior parte, premeditados e desejados pelos seus autores. Deveríamos chamar-lhes «crimes de possessão» e não de «crimes de paixão», pois quando o homicida decide o ataque final há já um tempo que pensava que isso «era inevitável». Não é a sua paixão amorosa que o guia, mas o seu egocentrismo desmesurado, que o faz acreditar em que há pessoas que lhe pertencem, mesmo que elas não o queiram…

Texto baseado no livro «Amores que matam, assédio e violência contra as mulheres», de Vicente Garrido, psicólogo criminalista, professor na Universidade de Valência.

Foto: Theatre-Press-Shot 2005 - angry little gun by andchore


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Escrevi este post em finais de 2005. Estava à espera de um momento que achasse certo para o "libertar". O Parrot deu-me o mote.

As histórias são quase sempre as mesmas: segundo as estatísticas, as vítimas são normalmente do sexo feminino, de idades compreendidas entre os 26 e 45 anos, sem dependências; os agressores, com um intervalo de idades entre os 36 e 45 anos, casados ou companheiros das vítimas, dependentes do álcool, praticam os crimes de maus-tratos físicos e psicológicos na residência comum.

De acordo com o relatório Penélope, a violência doméstica em Portugal não é muito diferente da que ocorre no resto do sul da Europa - Espanha, França, Itália e Grécia. A informação e conhecimento insuficientes, bem como uma falta de coordenação dos esforços e recursos, geram uma falta de sensibilização para um problema que é transversal à sociedade portuguesa. Infelizmente.

Entretanto, convido todos a (re)ler o que escrevi em Dezembro e Novembro.

Saturday, June 03, 2006

Marilyn Monroe: In her own words

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(1/Junho/1926 - 5/Agosto/1962)

Por detrás da estrela, do ícon, da lenda, está a mulher... Entre sorrisos, glamour, sensualidade e muito néon iluminado, existia a luta interior de Norma Jean Mortenson versus Marilyn Monroe. Nada melhor do que as suas próprias palavras para conhecer a pessoa que deu vida ao mito. Em Agosto de 2006 estarão completos 44 anos de saudade. Entretanto, Marilyn continuará a fazer parte do imaginário colectivo, a mover multidões e mais de US$ 2 milhões por ano. Prerrogativas de estrela...

Em 1999 foi eleita a mulher mais sexy do século XX pela revista norte-americana People.

Aos 36 anos, Marilyn Monroe deixou esta vida sem ter encontrado o aspirado amor na sua plenitude, a almejada relação serena e duradoura, sem ter concretizado o sonho de se tornar mãe e envolta pelo desejo intenso de ser reconhecida como actriz séria, capaz de representar Shakespeare e ganhar um Óscar.

Houve já algumas tentivas de dar voz a Marilyn. A mais recente, publicada em Portugal, é a do escritor e professor espanhol Rafael Reig, 13 capítulos que se lêem de um só fôlego desvendando, num diálogo íntimo, a mulher que deu corpo à estrela Marilyn Monroe

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As citações foram propositadamente deixadas em Inglês.

"A career is wonderful, but you can't curl up with it on a cold night."

"I don't mind living in a man's world as long as I can be a woman in it."

"I'm trying to find myself as a person, sometimes that's not easy to do.
Millions of people live their entire lives without finding themselves. But it is something I must do.
The best way for me to find myself as a person is to prove to myself that I am an actress."


"It's better to be unhappy alone than unhappy with someone - so far."
"I'm very definitely a woman and I enjoy it."

"In Hollywood a girl's virtue is much less important than her hairdo. You're judged by how you look, not by what you are. Hollywood's a place where they'll pay you a thousand dollars for kiss, and fifty cents for your soul. I know, because I turned down the first offer often enough and held out for the fifty."

"An actress is not a machine, but they treat you like a machine. A money machine."

"What good is it being Marilyn Monroe? Why can't I just be an ordinary woman? A woman who can have a family ... I'd settle for just one baby. My own baby."

"I have too many fantasies to be a housewife.... I guess I am a fantasy."

"Sometimes I've been to a party where noone spoke to me for a whole evening. The men, frightened by their wives or sweeites...the ladies would gang up in a corner and discuss my dangerous character."

"Before marriage, a girl has to make love to a man to hold him. After marriage, she has to hold him to make love to him."

"Dogs never bite me. Just humans."

"I knew I belonged to the public and to the world, not because I was talented or even beautiful, but because I never had belonged to anything or anyone else."

"I have feelings too. I am still human. All I want is to be loved, for myself and for my talent."

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"Being a sex symbol is a heavy load to carry, especially when one is tired, hurt and bewildered."

"No-one ever told me I was pretty when I was a little girl. All little girls should be told they are pretty, even if they aren't."

"Only the public can make a star. It's the studios who try to make a system out of it."

"If I play a stupid girl and ask a stupid question I've got to follow it through. What am I supposed to do -look intelligent?"

"Some people have been unkind. If I say I want to grow as an actress, they look at my figure. If I say I want to develop, to learn my craft, they laugh. Somehow they don't expect me to be serious about my work."

"That's the trouble, a sex symbol becomes a thing. But if I'm going to be a symbol of something, I'd rather have it sex than some other things we've got symbols of."

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The only people I care about are the people in Times Square, across the street from the theatre, who can't get close as I come in. If I had light make-up on, they'd never see me. This make-up is for them" (A "produção" de Marilyn levava cerca de 8 horas todos os dias....)

"I don't mind making jokes, but I don't want to look like one"

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"I'm a failure as a woman. My men expect so much of me, because of the image they've made of me and that I've made of myself, as a sex symbol. Men expect so much, and I can't live up to it."

"I want to grow old without face-lifts... I want to have the courage to be loyal to the face that I have made."

With fame, you know, you can read about yourself, somebody else's ideas about you, but what's important is how you feel about yourself--for survival and living day to day with what comes up."

autograph

Poesia e desenhos de Marylin

Fontes e sites recomendados:
Marilyn, as fotos de Eve Arnold (uma das mais reconhecidas fotojornalistas)

Wednesday, May 31, 2006

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“Cada amigo representa um mundo dentro de nós, um mundo que possivelmente só nasceu quando esse amigo chegou, e é este encontro que permite o nascimento de um mundo novo." - Anaïs Nin


Todos procuramos incansavelmente o Amor, mas não nos podemos esquecer de dar o devido valor à Amizade.

Os verdadeiros amigos são testemunhas das nossas experiências, ajudam-nos a ser objectivos, a não perder a perspectiva, dando-nos o seu apoio ou abrindo muito os olhos. Umas vezes precisamos de um ombro amigo, de um abraço forte, outras vezes temos necessidade de um “tratamento de choque”, de alguém que nos faça parar um pouco, que nos ajude a colocar as questões certas.

Os verdadeiros amigos inserem-se na nossa rede social como prova de que os relacionamentos amorosos acrescentam valor à nossa vida, mas não a esgotam.

Wednesday, May 24, 2006

Gamofobia ou Medo do Casamento

Ahhh.... The Happy Couple by pmsandvodka in flickr.com

Embora de difícil quantificação, um número significativo de homens e mulheres tem uma aversão intensa ao compromisso de uma vida a dois, em especial quando esse compromisso é formalizado pelo casamento.


A gamofobia ou medo do casamento é um distúrbio psíquico que se traduz num medo mórbido, irracional, desproporcional, persistente e repugnante do matrimónio.

wedding vow female by proasic- in flickr.com


Passo consecutivamente adiado ou totalmente evitado, uma vida em casal implica que as pessoas estejam preparadas para concessões mútuas, alguma renúncia e um equilíbrio que pode ser posto à prova pelas agruras da vida – na alegria e na tristeza, saúde e na doença, na riqueza e na pobreza…


Alguns solteiros convictos, cientes da irracionalidade da forma como encaram o casamento, são incapazes de lidar com a ideia de compromisso matrimonial. Nos homens esse medo está grandemente associado à perda de identidade, à visão do casamento como privativo da liberdade e à vontade de prolongamento de uma adolescência plena de folia e ausente de responsabilidades. Já nas mulheres, nomeadamente nas que estão habituadas a uma vida independente, o casamento surge como uma possibilidade terrível de submissão económico-financeira e perda de controlo.


Contudo, esta fobia é mais característica no sexo masculino, pois a mulher em razão do seu relógio biológico sente mais necessidade e urgência na constituição de uma união estável para formar uma família e ter filhos, ou seja, o vislumbre de um futuro consistente e duradouro.


As causas profundas da gamofobia radicam no inconsciente e nos mecanismos instintivos de defesa, que estão directamente relacionados com acontecimentos passados que fazem a ligação do casamento a um trauma emocional. Esse trauma pode ter sido vivenciado por alguém que é próximo (pais, irmãos, vizinhos) experienciado pelo próprio (caso de um casamento anterior que falhou) ou motivado por um facto exterior e ficcional mas que influi de modo decisivo na formação da personalidade, como por exemplo, o visionamento um filme ou série de televisão.


Todavia, psicólogos e psiquiatras são unânimes no que toca à principal razão de fundo da gamofobia: é a dificuldade de algumas pessoas em assumir a idade adulta que leva à falta de maturidade e consequente incapacidade para lidar com a responsabilidade de dar início a uma família, acto geralmente oficializado pelo casamento.


As manifestações da gamofobia variam de pessoa para pessoa e cada caso é um caso. Os sintomas mais usuais e visíveis são: ansiedade, ataques de pânico, boca seca, insónias, enxaquecas, batimento cardíaco irregular, palpitações, respiração ofegante, náuseas, suores, alergias e irritações cutâneas

wedding Cake by Sam Judson in flickr.com

A wedding cake, with a wedding cake on... mmnn


Um facto inegável é o de que uma relação estável, comprometida, não precisa necessariamente culminar no casamento.

Outro facto que não se questiona é o de que certezas ninguém as tem e erros todos cometemos.

Isto não invalida a que se dê alguma atenção aos sinais de alerta, por vezes de natureza aparentemente irracional, que nos impedem de levar adiante uma relação com alguém. Infelizmente, na ânsia de consumar um projecto de vida que muito queremos ou que achamos que é necessário à nossa progressão na vida adulta somos levados a arrastar uniões condenadas à partida, a situações que só trazem dor e sofrimento tanto a quem tem de cortar o laço como a quem é abandonado. Aqui tem de imperar não só o auto-conhecimento, mas também a capacidade de visualizar com clareza as consequências que pode acarretar uma decisão ou a sua omissão.

A terapia, a hipnose, a programação neuro-linguística são algumas formas de minimizar e eliminar a fobia ao casamento.

Conclusão: devemos dar a devida importância aos nossos instintos de protecção e distinguir o que é um receio perfeitamente ultrapassável de uma patologia que requer um pedido de ajuda e um processo de cura.

By Panos Photographics in flickr.com - Nikos Quality Cakes set


Dois filmes impressionantes: "A Guerra das Rosas" com Katheleen Turner e Michael Douglas e "Mr & Mrs Smith" com Angelina Jolie e Brad Pit - Até que ponto o medo de uma ruptura explosiva ou a descoberta de viver anos com um autêntico estranho pode condicionar um futuro compromisso, marcando negativamente indivíduos mais sensíveis e susceptíveis?

Sex and the City, episódio 60 - "Just say yes" e episódio 63 - "Change the dress" : a pressão de Aidan sobre Carrie para formalizar a união leva a manifestações de ansiedade e pânico. Será que Carrie sofre de ataques de gamofobia ou simplesmente, no fundo do seu coração, sabia que Aidan não era a pessoa certa?

Friday, May 19, 2006


Não fique a dormir: goze a vida!

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Os videos "Ela" e "Ele"

"Portugal tem mais de 40.000 restaurantes, 5.000 bares e discotecas e cerca de 10 milhões de habitantes dos quais 1/3 são solteiros!" Não fique aí a dormir.


"Portugal tem mais de 500 praias, 5.000 restaurantes e esplanadas, e 1001 formas de cozinhar bacalhau". Não fique aí a dormir.

“Tomar café” é sempre um bom motivo para sair de casa:

- É acessível*;
- Estimula o relacionamento interpessoal;
- Reforça laços de afectividade;
- Pode ser praticado nos mais diversos locais, em qualquer altura do ano, outdoor ou indoor, sozinho ou acompanhado

*Alguns estabelecimentos “puxam” o preço, porque o ambiente também se paga. Contudo, vezes não são vezes e as possibilidades de escolha são múltiplas. Felizmente para o consumidor, a concorrência é mais que muita.

Com um apelo certeiro à auto-estima, a Nicola soube explorar todo o potencial do hábito social.

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Já a Nespresso optou por uma campanha centralizada no rico, sensual, intenso e único sabor do café, escolhendo para embaixador George Clooney, quem mais?

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O video a não perder!

Outras marcas:

Wednesday, May 17, 2006

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O Karma e o Amor


Taróloga: Ó minha querida, a menina tem um karma nos amores… Mas isso já sabia, não é verdade?
A consulente apenas abanou a cabeça em sinal afirmativo.
Taróloga: Ainda não chegou o seu tempo.
A consulente, mulher dos seus 40 anos, continuava a movimentar a cabeça mostrando a sua concordância com a interpretação do jogo de tarot.
Taróloga: A menina tem de sair de casa, divertir-se, dançar, ter uma actividade, porque o amor não lhe vai cair na sopa… Tem de lutar por ele.


Foram mais ou menos estas as palavras de uma consulta de tarot transmitida em directo, por volta da hora do almoço, num canal nacional. Portanto, trata-se de um diálogo verídico com que me deparei por mero acaso. Ou talvez não, para quem acredita que o acaso não existe.

Vamos então por partes.

Traduzido literalmente do sânscrito por “acção”, Karma designa a lei universal da causa-efeito numa perfeita simetria, justificando que uma acção intencional, consciente, deliberada e voluntária é geradora do consequente efeito, nesta ou noutra vida.
Assim sendo, uma boa acção pode despertar um efeito positivo para quem praticou o bem, tal como a prática do mal acarreta inevitavelmente consequências negativas para quem comete tais actos danosos. Acções neutras como dormir ou caminhar não têm consequências morais.

Não é necessário acreditar na reencarnação para aceitar a existência do Karma.


O Ocidente importou o conceito de Karma colocando-o sob a lente dos princípios cristãos de culpa e pecado, atribuindo-lhe uma conotação unicamente negativa que implica a paga das más acções do passado com dor e sofrimento.


Todavia, seja o Karma da vida actual ou de vidas passadas, a pessoa tem a capacidade, com a sua vontade e auto determinismo, de praticar o bem e criar novas situações que lhe tragam efeitos positivos e benéficos.


Oráculo muito antigo, o tarot encanta pelo mistério das suas origens desconhecidas e suscita a curiosidade humana sobre os acontecimentos futuros e a possibilidade de os influenciar. Pode ser entendido como mensageiro do inconsciente, ou ponte entre o espiritual e o terreno já que, por um lado é o consulente que com a sua energia escolhe as cartas e parte do baralho, por outro lado é uma ligação um plano superior que guia e inspira a leitura.


Quanto à afirmação “ainda não chegou o seu tempo” leva à interrogação “o que é que eu fiz?” É cortante ouvir uma expressão destas, potenciadora de esperança mas que mais se assemelha à cenoura em frente do nariz do burro, que insiste em tentar apanhá-la sem ter sucesso.

Do episódio relatado chegamos a um final que é intuitivo: serão maiores as probabilidades de conhecer alguém interessante se tivermos uma vida, se sairmos de casa, se nos juntarmos a pessoas que tenham disponibilidade e interesses em comum, se formos capazes de ser imaginativos e de realizar actividades que nos permitam socializar e conviver. Ninguém precisa de tarot para saber que o amor acontece. Aliás, as cartas nunca nos dizem qual é o “nosso tempo”, temos de ser nós a descobri-lo.

Monday, May 15, 2006

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Experiências virtuais à lupa


A Internet, nas suas várias vertentes, é uma ferramenta que podemos usar no trabalho, no estudo ou para fins lúdicos e recreativos. A Internet não é mais do que tecnologia posta ao serviço das relações humanas.

Porque manuseada por pessoas e para pessoas, a Internet tornou-se num meio de estabelecimento de relações. A Internet pode ajudar-nos numa triagem, ou seja, servir para chegarmos à conclusão de que já vimos o suficiente de determinada pessoa para sabermos o lugar que lhe queremos dar ou não na nossa vida.

A Internet aproxima-nos dos outros e favorece a ubiquidade É também um meio privilegiado para cimentar amizades e relações com quem já conhecemos pessoalmente, pois a distância e as agendas preenchidas dificultam os encontros físicos.

A Internet é um mundo de armadilhas?

A Internet tem um alcance ad infinitum e um grau de exposição que é difícil de controlar. Podemos facilmente, no calor de um momento ou por inexperiência, não ter essa noção e cometer erros.

É muito mais fácil escrever...transbordamos todos os sentimentos, quase sem pudor. Consegue-se escrever, o que muitas vezes não se consegue dizer.

Consequências? Como em todo o lado, há pessoas bem e pessoas mal intencionadas e nem tudo é o que parece. Estamos sujeitos a enganarmo-nos tal como acontece quando conhecemos alguém numa festa, num restaurante, num bar, numa exposição, num consultório, numa repartição de finanças, num incidente que nos faz tropeçar e olhar mais atentamente para o outro e querer aprofundar esse conhecimento. O facto de alguém nos ser apresentado por amigos comuns, de ter uma cara de anjo ou de se encontrar num determinado local não é garantia de nada.

A forma não nos impede de ter correr riscos nem amortece as quedas. Os limites somos nós que os traçamos e os riscos corremo-los porque queremos. Se alguém domina habilmente o uso das palavras e com elas encanta e seduz o que vem a seguir é apenas aquilo que nós quisermos que seja. Não é só na Internet que as pessoas mostram o que querem e a leitura do outro requer sempre habilidade e nunca está isenta de enganos

Gostamos do que lemos ou da pessoa que escreve?

Gostamos do que lemos. Gostamos de ideias, de opiniões, de determinada visão do mundo. Podemos começar a simpatizar com a personalidade de uma pessoa se vai revelando através da escrita, mas isso implica um contacto mais pessoal via e-mail, Messenger ou troca de comentários. Essa empatia não surge dos posts ou artigos publicados, mas de outro tipo de contactos.


Criar expectativas faz parte do ser humano. Decalcar a personalidade de alguém pela sua imagem ou pelas suas palavras também. Fazemo-lo constantemente, quase sem dar conta. Somos emissores de mil e uma mensagens, mesmo sem abrir a boca, assim como estamos sempre de radar ligado a captar o que se passa à nossa volta. Podemos estar a tomar um café rápido, mas não deixamos de olhar para a pessoa que está ao nosso lado e, num ápice, tirarmos-lhe um RX - o que veste, o que calça, a aliança na mão esquerda, as chaves do carro na mão direita - fazemos o filme da sua vida.

Quando conhecemos alguém, o desafio está em adequar a ideia que fizemos nos primeiros 5 segundos à realidade, separar a verdade da ilusão.


“Aceito o que vem de bom e descarto o que não vale a pena” – uma máxima que revela sabedoria e a seguir, sem restrições, em todos os campos da vida
.

Monday, May 08, 2006

Relacionamentos virtuais - uma visão pessoal

Online love affair - virtual red rose Stock Photography by Steve Smith

Ter 6 meses de vida na blogosfera é igual a quase nada. Sei o que é o IRC, o que são salas de chat, mas nunca fui uma habitué. A pergunta sacramental “és M ou F?” aliada a uma conversa vazia e picante sempre foi o suficiente para me irritar. Detesto o óbvio e o pouco consistente, daí achar que a maior parte das conversas eram uma perda de tempo.

Ainda assim, aventuro-me a escrever sobre a Internet e a interacção das pessoas. Nada de muito exaustivo e não mais do que uma visão pessoal, uma perspectiva global sobre os “relacionamentos virtuais”.

“Relacionamento virtual” parece-me um conceito suficientemente amplo, com a capacidade de abranger a mais simples das amizades, o preenchimento de necessidades emocionais, o flirt virtual que pode ir do engate à conquista, o amor platónico à distância de um click, a paixão cibernética, o romance perfeito assente em megas, bits e bytes.

A procura do outro refinou-se e acompanhou os tempos. A Internet tornou-se, assim, um meio privilegiado de estabelecimento e desenvolvimento de relações humanas, nomeadamente as que se ligam à afectividade – Amor, Amizade, Sexo.

Sites, chats, blogs, fóruns, todos são formas de comunicação e podem servir como plataforma de encontros virtuais, mesmo que não tenha sido esse o objectivo inicial. Os objectivos de quem os procura são diversos: combate à solidão, distracção, alargamento da rede social de conhecimentos, sexo, procura do companheiro ideal…

Como todas as relações que estabelecemos com os outros, qualquer que seja a sua natureza, elas podem crescer, evoluir, estagnar, morrer aos poucos.

Aos relacionamentos virtuais pode-se acrescentar o audio, a fotografia, a webcam ou navegar indefinidamente num mar de gente que não se quer conhecer mais do que o estritamente necessário. Num passo quase intuitivo, pode-se passar do ecran de pixels e das palavras escritas para dimensões mais físicas. Basta haver vontade e quebram-se barreiras.

A vontade é o elemento fundamental. Podemos estar num locar público – supermercado, consultório, paragem de autocarro, bar, discoteca, etc. - o nosso olhar cruzar-se com outro e querermos ou não estabelecer uma relação, seja ela de que tipo for. Outro exemplo é frequentar um curso, um ginásio e termos o direito de sermos mais ou menos reservados. Trocar o nº de telemóvel ou e-mail? O dar-mo-nos mais ou menos é uma escolha nossa. Só nós podemos definir os nossos limites.

Afinal, o que tem a Internet de tão fascinante?

- A possibilidade de uma ligação ao mundo, uma realidade tão vasta da qual não conseguimos ter noção;

- A extensa quantidade de informação;

- A aproximação das pessoas independentemente da idade, sexo, localização, situação económica, social ou profissional;

- A prevalência de características pessoais que extravasam os atributos físicos ou materiais;

- A construção do Eu que assenta naquilo que queremos mostrar, com o inevitável enaltecimento das qualidades em detrimento dos defeitos;

- Um relativo anonimato que estimula a confidência, a partilha, o deixar cair das máscaras;

- A ousadia de nos mostrarmos com todas as nossas idiossincrasias e imperfeições;

- A protecção contra a rejeição num meio que proporciona uma armadura contra a crítica e o sentimento de fracasso.

As comunidades que se vão formando, de forma natural e pouco programada, consubstanciam um círculo de “estranhos conhecidos”, que passam a fazer parte das nossas relações diárias, de quem sentimos a falta quando estão muito tempo sem aparecer ou sem dizer nada. Habituamo-nos a uma rotina de visitas que nos dão prazer e nos fazem ter uns minutos de descontracção.

A aparente frieza de um mundo em que cada um de nós se encontra por detrás de um monitor é semelhante ao estar só no meio de uma multidão. A impessoalidade é uma característica da massificação. Mas podemos contornar o impessoal humanizando a comunicação, o que é mais um passo para a transição do interlocutor de ente imaginário e abstracto a ser de carne e osso.

Woman touching a virtual screen with a liquid heart Stock Photo  byMaciej Frolow

Somos o que escrevemos?

A empatia que sentimos pela escrita de alguém, a cumplicidade que se gera, a sintonia de ideias, gostos interesses, catapultam a passagem a um conhecimento mais profundo, aguçam a curiosidade e levam a outras formas de relação. Nada mais humano.

O impacto da palavra escrita é um fenómeno engraçado e inesgotável. Quantas vezes queremos transmitir uma mensagem e o retorno recebido é claramente o oposto à nossa intenção?

Todavia, as palavras que usamos, as ideias que transmitimos, as imagens que escolhemos, tudo isso fornece pistas, indícios da nossa personalidade. O que se quer revelar pode não corresponder à realidade, pode ser uma ficção construída, mas é alguma coisa, especialmente se se atravessa a ponte entre o virtual e o físico.

Acredito que os vínculos que se estabelecem virtualmente tenham uma base real e possam ser o embrião de sentimentos muito bonitos e profundos.

Afinal, on-line podemos rir, chorar, desenvolver sentimentos intensos de afecto que podem chegar ao enamoramento, à paixão, ainda que só por si, os relacionamentos só virtuais sejam incompletos, pobres de importantes manifestações humanas como as tão ricas expressões faciais, a postura corporal, o timbre e diferente registo que pode assumir a voz.

A sedução pode começar na escrita, no envolvimento com um ser que de palavras se vai construindo. Ao contrário do mundo físico, a atracção começa pela interioridade. A reacção química dos corpos é guardada para um momento posterior e é sempre um risco que pode levar ao fantástico ou ao desânimo. Mas uma coisa é certa: quer no físico quer no virtual, a ideia que fazemos do outro, de início grandemente apoiada na imaginação, tem um papel preponderante no que se vai desenrolar a seguir.

Racionalidade e afectividade não combinam. Não falta quem defenda que o Amor romântico e arrebatador é uma insanidade mental temporária, um estado em que se mistura o desejo com a ilusão, um desequilíbrio neurohormonal comandado por impulsos que transcendem a razão – o psicólogo Robert Sternberg e a antropóloga Hellen Fisher. Logo, tudo é possível: amor à primeira vista ou através do teclado...


Thursday, May 04, 2006

Pela boca morre o peixe...



Devemos contar tudo ao outro? Essa é uma das velhas questões e as opiniões dividem-se, pois claro.

Passado é passado. Cada um tem o seu. Afinal, ninguém é obrigado a contar tudo, não é?

Há umas quantas coisas que o melhor é ficarem guardadas, enterradas, pelo menos até haver confiança na relação que permita este tipo de confidências. Das duas uma: podemos estar com alguém que tenha abertura e estômago para aguentar uma história mais hard-core ou, podemos magoar a pessoa com quem estamos no momento presente com um episódio que é nosso, que pertence ao que já vivemos e não há necessidade de o partilhar.

Se, por um lado, defendo que temos mais a ganhar em sermos nós próprios, genuínos, espontâneos, sem máscaras, por outro lado também fica bem pensar um pouco antes de abrir a boca, especialmente porque há verdades que podem doer.


Video recebido por mail da MP: Thanks! Adorei!

Monday, May 01, 2006

Pequenos prazeres

Woman Reading By Hotel Swimming Pool., Las Vegas, Nevada, U.S.A., by Ray Laskowitz


Cada um tem os seus. Às vezes andamos demasiadamente ocupados para pensar neles. Contudo, há pequenos gestos que significam muito, coisas relativamente simples que dão cor à vida e nos fazem sentir tão bem…

- Uma boa conversa;
- Uma cama com lençóis lavados e bem esticados;
- A praia – olhar o mar, o cheiro da maresia, andar descalça na areia;
- Uma noite de lua cheia;
- Dançar;
- Ouvir músicas antigas;

- Uma chuvada no Verão;
-
O Sol no Inverno;
- Um e-mail, um telefonema, um encontro inesperado
- Chocolate em barra, bombons, bolo de chocolate, brigadeiros, chocolate quente, gelado;
- Pasteis de nata e pasteis de Belém;
- Pasteis de feijão, 1 D.Rodrigo;
- 15 Minutos de massagem shiatsu;
- Uma camisola de lã quentinha;
- Perder-me em lojas ou feiras à procura de pechinchas;
- Ficar horas em livrarias;
- Não ter horas para nada;
- Um bom filme;
- Um bom livro;
- O arco-íris;
- Apreciar a paisagem de um ponto alto;
- Partir sem destino;
- 1 Caipiroska depois de um dia de trabalho;
- Entrar numa loja e experimentar roupa diferente...

Thursday, April 27, 2006

Lolo Ferrari, a silicone babe ou a escrava do bisturi

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Lolo Ferrari (1970? – 2000)

Eis a história de uma vida, que descobri meio por acaso, e que abre portas para uma reflexão sobre alguns problemas muito actuais como as consequências da insatisfação com o corpo, a busca de um ideal de beleza que ultrapassa o humanamente viável, a violência que o cônjuge pode exercer usando a sua ascendência psicológica.

Eve Valois ficou conhecida por Lolo Ferrari, a grotesca Vénus de silicone. Sujeitou-se a 22 operações plásticas em 5 anos, mas nem por isso teve uma existência mais feliz.

Nascida em França, a 8 de Novembro de 1970 (outras biografias dão como ano de nascimento 1963), Eve disse ter tido uma infância e adolescência marcadas por um pai ausente e por uma mãe que a chamava de “feia” e “estúpida”.

Apesar dos seus sempre bons resultados escolares, de ser uma rapariga esperta com uma potencial carreira em Medicina ou no Ensino, a realidade tornou-se bem diferente. Acabando o Liceu, Eve, então com 17, inicia uma carreira como modelo e conhece Eric Vigne, um empresário de 39 anos que mais do que seu agente se torna seu marido.

Desde cedo, Eric apercebeu-se da necessidade de afecto sentida por Eve, da má relação da jovem com o seu corpo, da vontade de se querer transformar em alguém diferente, encorajando-a a entregar-se à cirurgia plástica. Foi o próprio Eric que orgulhosamente desenhou a boca e os seios, alimentando a obsessão de Eve em ser fisicamente transformada.

Eve Valois foi cedendo o seu lugar à fabricada Lolo Ferrari. “Lolo” é o calão francês para mamas e “Ferrari” o nome carinhoso que lhe dava o seu avô e que valeu uma guerra em tribunal com a célebre marca de automóveis, quando Eve tentou lançar uma linha de lingerie e uma boneca com esse nome.

Em vez de conseguir lidar com os seus problemas de auto-estima e submeter-se a um tratamento sério de psicoterapia, Lolo sofreu de uma depressão crónica, agravada pelas constantes operações que apenas a deixavam momentaneamente mais satisfeita com o seu corpo. Não demorava muito a Lolo a encontrar “pontos de melhoria” - vivia com a necessidade se abandonar à anestesia geral com a certeza de acordar transformada.

O tamanho 54G do busto foi atingido em 1995 após cinco operações, o recurso aos moldes de fuselagem da indústria aeronáutica e uma longa procura de um cirurgião disposto a realizar tal empresa.

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Lolo Ferrari em Cannes: cada seio equivale a uma bola de futebol

Em 1999, Lolo Ferrari entra no Guinness Book como a detentora dos seios mais pesados do mundo – 2.8 kgs!


Escusado é dizer que a sua carreira foi orientada para a pornografia. Ainda que o seu sonho fosse tornar-se numa actriz e cantora, todos os trabalhos que apareciam eram relacionados com a exploração do corpo e da sua imagem sexual.

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O casal Vigne

Lolo apresentava uma ambivalência de sentimentos. Capaz de dizer que os enormes seios lhe davam conforto e segurança, também dizia que todas as modificações do seu corpo se deviam ao facto de não aguentar a vida. O sofrimento físico era inevitável e Lolo afogava-se em álcool e café que misturava com comprimidos vários.

O gigantismo mamário implicava o uso, dia e noite, de um soutien especial. Lolo só podia dormir de lado e tinha dificuldades respiratórias. Tinha horror a trepidações, não podia andar de avião sob pena dos implantes poderem rebentar e vivia aterrorizada com a possibilidade de um fan lhe furar os seios durante uma actuação em clubes nocturnos.

Além das dores, tinha pesadelos constantes – sonhava que ao acordar ia voltar a ter o rosto original!

Frases como “Odeio a realidade – quero ser totalmente artificial” ou “Criei uma feminilidade que é completamente artificial” denotam o seu estado mental doente.

Lolo morreu em circunstâncias misteriosas aos 35 anos na sua casa em Cannes.

A sua mãe, Catherine Valois, reclama a condenação de Eric Vignes pelo homicídio da filha, mas, até à data, não foram reunidas provas suficientes. De acordo com a mãe de Lolo, o marido já não precisava dela, já tinha dinheiro, a casa em Cannes e uma empresa, pelo que seria a altura ideal para se livrar de uma mulher que já não podia esconder os sinais do tempo e era demasiado temperamental.

Eric esteve em prisão preventiva, mas decorrido um ano de aplicação da medida de coacção saiu em liberdade. Diz estar inocente, que Lolo cometeu suicídio, que falava frequentemente da morte. Refere mesmo que Lolo visitara uma agência funerária e encomendara o caixão, falecendo no dia seguinte, alegamente por overdose dos habituais comprimidos que tomava.

Também há quem fale em teoria da conspiração…

Monday, April 24, 2006


Liberdade

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From Dοrοta in www.flickr.com

Todos os dias são dias para se falar de liberdade, especialmente quando este direito, nas suas diferentes formas, é agredido, restringido ou ameaçado.


Independentemente do conceito político-filosófico em que possa assentar, a liberdade, é reconhecida como parte integrante dos Direitos Humanos e surge em associação aos sistemas políticos democráticos, sendo consagrada expressamente nas várias Constituições.


A liberdade tem três dimensões: física, psicológica e espiritual. A escravatura condiciona a liberdade física, a dimensão mais visível da liberdade. As molduras em que fomos educados – sistema educacional, Religião, ideologias – podem tornar-nos psicologicamente dependentes, se não desenvolvermos um sentido crítico, uma capacidade de formar opiniões e juízos que podemos actualizar à medida que recebemos mais informação do exterior. A liberdade espiritual prende-se com a pura consciência e com o exercício da meditação que nos leva a separar do corpo físico e a limpar a mente de pensamentos a fim de alcançar a transcendência – é a dimensão da liberdade menos explorada.


Actualmente, o que mais me impressiona é o paternalismo do poder que se julga no direito de escolher aquilo a que podemos ou não aceder, as tentativas de tolher as consciências dos indivíduos por forma a direccioná-las num ou noutro sentido, desde que esteja de acordo com o que alguém estabelece como bom e desejável.


Aconteceu entre nós no chamado Estado Novo, ainda acontece um pouco por toda a parte com a manipulação dos media (não vamos fingir que isso não acontece), com os lobbies e jogos de poder, e continua a acontecer um pouco por todo o mundo, sendo os casos mais flagrantes e recentes o da China e o dos Emirados Árabes Unidos que controlam censuravelmente o acesso dos seus cidadãos à Internet.


Sendo adepta de uma ideia de liberdade que se distancia da permissividade e antes implica responsabilidade e respeito mútuo, custa-me que as “nações civilizadas” pactuem com este tipo de atitudes do poder instituído, apenas porque valores económicos e materiais falam mais alto.

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From Tsunami Notes in www.flickr.com

Liberdade significa a capacidade de dizer sim quando é necessário um sim, dizer não quando é necessário um não, e às vezes ficar calado quando é necessário - ficar em silêncio. Quando todas as dimensões possíveis são aproveitadas, a liberdade existe.

OSHO


Thursday, April 20, 2006


A APAV, Associação Portuguesa de Apoio à Vítima, é uma organização sem fins lucrativos fundada em 1990 com o objectivo de prestar informação, protecção e apoio às vítimas de crime.

Quem é vítima de crime?
A pessoa que, em consequência de acto ou omissão violadora das leis penais em vigor, tenha sofrido um atentado à sua integridade física ou mental, um sofrimento de ordem moral ou uma perda material.

O conceito de vítima abrange também a família mais próxima, as pessoas a cargo da vítima directa e as pessoas que tenham sofrido um prejuízo na intervenção ou impedimento de situações de vitimização.

A APAV é sobretudo reconhecida pelo seu trabalho e intervenção num grupo específico de vítimas, as mulheres vítimas de maus-tratos, pelo facto de ser este que em maior número recorre aos seus serviços. Contudo, homens e mulheres, crianças e idosos, estrangeiros e minorias étnicas, todos podem ser vítimas de crime.

Sendo as princípais actvidades da APAV ouvir, aconselhar e apoiar todas as vítimas de crime e que sofram dos seus efeitos, o trabalho desta instituição está para além do atendimento ao público, passando pela criação de casas-abrigo, empresas de reinserção social, formação de profissionais que lidam directamente com vítimas (caso das forças de segurança, profissionais do foro, saúde e de apoio social), realização de wokshops e participação em projectos internacionais - PANDORA, PENÉLOPE, DAFNE entre outros.


A APAV assenta no trabalho em regime de voluntariado. Os seus voluntários devem aliar a boa vontade e gosto de ajudar os outros com uma elevada resistência ao stress e formação na área da Psicologia, Direito ou Acção social.

A APAV é uma Instituição Particular de Solidariedade Social (IPSS) de utilidade pública reconhecida (Diário da República, III Série, nº 159, de 12/7/90 e III Série, nº 27, de 1/2/91).

Linha de apoio: 707 2000 707 todos os dias úteis das 10h às 13h e das 14h às 17h

Também estou disponível para todas as questões que queiram colocar e em que possa ajudar. Responderei, não em nome da APAV, mas pela experiência como voluntária.

Post Scriptum

Convoquei para o desafio que me propôs o Parrot os seguintes bloggers:

- Ana "Tenho Horror";
- Musas;
- Nuno & Chiara
;

Espero que todos aceitem!

Monday, April 17, 2006

Em busca do Ser perfeito…
Over and Beyond by aqui-ali

Over and Beyond by aqui-ali

Vivemos numa sociedade orientada para resultados, baseada em economias de escala e com o lucro por fim último. Tudo acontece com uma velocidade alucinante, tudo é substituível, somos cada vez mais consumidores informados e exigentes.

Homens e mulheres, criados num tempo de “quase” igualdade entre sexos, habituados a analisar, pesar, medir, verificar, aferir, escolher entre vários produtos existentes num mercado concorrencial, minuciosos na gestão da sua vida profissional e pessoal.

Até que ponto esta forma de vida tem influência nos nossos relacionamentos e naquilo que esperamos dos outros?


Dizemos que procuramos alguém goste de nós tal como somos, que seja companheiro e que nos respeite como indivíduos.

Mas, na prática, o que é que acontece?

Gritamos que o outro tem de obedecer a um certo standard, mas não temos a coragem de admitir que o realmente queremos é uma solução taylor-made.

Exigimos que o outro seja um “Ser perfeito”, uma pessoa completa, acabada, resolvida e que´"encaixe" em nós sem folgas nem defeitos.

Pensamos mais no que podemos obter do outro em vez daquilo que podemos dar.

Krug and Pullman by Robert Scales
Krug and Pullman by Robert Scales

E como tudo o que se relaciona com pessoas é complexo, além do lado emocional ainda temos de contar com a importante variável que é a atracção sexual.

Quantas vezes conhecemos alguém interessante, bonito, culto, educado, honesto, livre, disponível, independente, com uma situação profissional estável, casa própria, um excelente relacionamento com os pais…? E o que é que acontece? Lamentavelmente, “não há química”.

Também acontece rejeitamos alguém com quem temos um bom entendimento, com quem a “química é excelente”, mas é um profissionalmente insatisfeito, tem problemas financeiros, é psicologicamente instável, tem uma vida familiar caótica (ou é a relação com os pais que está mal resolvida, ou são os constantes problemas com o ex, ou os filhos, ou outra coisa qualquer), não é aprovado pelo nosso círculo de amigos, mora noutro país, tem metade da nossa idade...

Se nuns casos é o nosso instinto de defesa a precaver futuros dissabores, até que ponto nos refugiamos em razões infundadas para nos impedirmos a nós próprios de correr riscos?

Acabamos por classificar os outros como "certos" ou "errados", deixando pouca margem de manobra.


Tudo isto leva a
:

- Um fraco investimento nas relações;
- Uma dificuldade imensa de compromisso;
- Uma não aceitação de responsabilidades – pois, isso, responsabilidade;
- Um desejo intenso de “não falhar” – no, not again!

Consequências:

- Exigimos alguém que preencha uma série de requisitos, que têm de ser “picados” um a um em semanas, para aferirmos a qualidade do espécime;

- Desanimamos ao mínimo sinal de defeito, pomos de parte à mínima saída infeliz;

- Não damos tempo para que haja um amadurecimento da relação, que tem um tempo variável de gestação e crescimento, mas não, damos connosco a sermos impacientes e querermos as coisas para ontem.

Conclusão:

Queremos tudo e damos pouco, ou seja, procuramos o máximo lucro com um investimento mínimo.

Mas a vida não é uma lotaria e, mesmo essa, é só para quem joga e as probabilidades de ter de um prémio que se veja são escassas.
As oportunidades não aparecem por si só, implicam uma boa dose de trabalho!