Friday, February 29, 2008
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Eva Shanti
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Thursday, February 28, 2008
I. Comecei o dia com a ressaca do outro. Acordei mais tarde do que queria e mais cedo do que o corpo pedia. Comecei o dia desorientada, empurrada por um telefone que não parava de tocar e uma campainha aos gritos me atordoava. Foi como se quisesse parar um mundo que gira irredutível, rebelar-me contra as regras impostas e os horários dominantes. Pensei que, pelo menos durante uma semana, ia ter todo o tempo do mundo. Mas já percebi que o mundo não tem tempo para mim.
II. Arrastei-me pelas horas que fluem sem pedir licença. Aos solavancos, cumpri alguns dos objectivos triviais a que me tinha proposto. Ter de fazer isto, ter de ir ali, ter de... Até o tempo chamado "livre"tem destas coisas. São as responsabilidades de uma maturidade forçada que se impõem.
III.Terminei o dia dilacerada. Não pela vulgaridade dos afazeres. Não por ter os olhos meio fechados, meio abertos, anestesiada pelo cansaço acumulado e elevado por uma marotana de trabalho até às 4 da manhã. Terminei o dia desfeita por dentro porque, com alguma culpa, eu sei, me vi privada do pouco que me alimenta a alma e faz feliz o coração. Faltou-me um sorriso, uma atenção, um singelo sinal de apreço ou quase afecto de quem não espero mais do que uma bagatela. Vivo em silêncio este sentimento velado ainda sem nome, sem definição. Escondo-me quando me quero mostrar. Afasto-me quando o que mais quero é aproximar-me. Baixo os olhos em vez de encarar. Engulo as palavras em vez de as soltar. E com esta inércia oscilo entre os extremos: um estado de graça sem paralelo que serve de escudo aos contratempos diários; o desalento de quem sucumbe às contingências da transparência que não domina e que torna os pés mais presos ao chão.
Imagem: detalhe de A persistência da Memória (1931), quadro de Salvador Dalí
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Tuesday, February 26, 2008
Amor de fel, amor de mel
Tenho um amor
Que não posso confessar...
Mas posso chorar
Amor pecado, amor de amor
Amor de mel, amor de flor,
Amor de fel, amor maior,
Amor amado!
Refrão :
Tenho um amor
Amor de dor, amor maior,
Amor chorado em tom menor
Em tom menor, maior o Fado!
Choro a chorar
Tornando maior o mar
Não posso deixar de amar
O meu amor em pecado!
Foi andorinha
Que chegou na Primavera,
Eu era quem era!
Amor pecado, amor de amor,
Amor de mel, amor de flor,
Amor de fel, amor maior,
Amor amado!
Refrão
Fado maior
Cantado em tom de menor
Chorando o amor de dor
Dor d'um bem e mal amado!
Versão V Império
Fado Kátia Guerreiro
Foto encontrada aqui
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Wednesday, February 13, 2008
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Monday, January 28, 2008
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Saturday, December 29, 2007
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Saturday, December 15, 2007
Não digo que se nasça assim, mas sim que se vão criando anticorpos por essa vida fora como resposta aos embates amorosos. E, mais tarde ou mais cedo, alguns de nós começam a ter mais dificuldade em entregar-se num relacionamento.
Nesse aspecto, (concordo com FA), o certo é perceber que se nós escolhemos aquela pessoa foi porque já sabíamos que não íamos a lado nenhum. E há que admiti-lo para depois poder quebrar o que se tornou regra.
Já no que toca a relações de longo prazo, há de tudo. Temos a ternura dos dois velhinhos de mãos dadas num banco de jardim só com olhos um para o outro , temos o casal que come em silêncio à mesa de um restaurante, temos o par ao lado que troca carícias por debaixo da mesa a olhar por cima do ombro para ver se há alguém conhecido por perto.
Tal como as pessoas que lhe dão corpo, os relaciomentos evoluem e a evolução é sempre uma incógnita. Nascem, vivem (mais ou menos, bem ou mal), morrem - de tédio, de corte mais ou menos consensual, morte física.
E já dizia o poeta: mudam-se os tempos, mudam-se as vontades. Mudamos e adaptamos-nos, ou não, a essas mudanças.
E saber quando gostam de nós? E saber quando gostamos de alguém? É a aplicação prática do sábio provérbio árabe: "Quem quer fazer alguma coisa, encontra um meio, quem não quer fazer nada, encontra uma desculpa" - nunca falha a bateria, nunca nada nos impede de nos vermos e nem de nos encontrarmos no meio de uma multidão de gente, não respondemos a uma mensagem só no final do dia, não temos acidentes de carro, nem nunca os nossos pais se sentiram mal a ponto de nos impossibilitarem o nosso encontro; ouvimos sempre o telefone, a campaínha da porta, lemos sempre a mensagem que nos deixaram no vidro embaciado do carro desse Inverno rigoroso.
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Saturday, December 08, 2007
Ties - Laços
Para ver, sentir, pensar.
Youtube Project Direct was a film challenge for directors with something to say. Of the many excellent short films submitted, 20 were selected as finalists by award-winning filmmaker Jason Reitman and a panel of industry experts. The YouTube community then voted for their favorites.
A letra da canção
Australia
I could go to Australia
I could fly to Japan
Could go to South America
Well, everybody can
Could run like hell to China
I could go to Egypt
Could run like a late rabbit and I wouldn't move one bit
I'm stuck here in the darkness
Blinded by all the light
Standing outside my body with my body still in sight
I could travel the whole world
I could just stand up still
And that's, I know, an image that would make some people ill
Someday somebody said to me
I think it was a man
"As long as you're okay with it"
And that I think I am.
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Sunday, December 02, 2007
Perto demais
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Eva Shanti
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Closer - Aquarium
Clive Owen discovers he's been the victim of online deception when he meets Julia Roberts at an aquarium.
A Festa de Natal da empresa vai ser no Oceanário... Lembrei-me logo desta cena do "Closer". Acho romântico conhecer pessoas em Aquários, exposições e museus. "Vestida para Matar" de Brian de Palma também conta com uma cena entusiasmante em que dois desconhecidos entram num jogo de sedução sem limites.
Gostos não se discutem.
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Eva Shanti
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É uma sobremesa muito popular na França nos dias actuais, mas foi considerada uma iguaria real no século XVI. Graças a um pedido de Catarina de Médicis, soberana da França na época, um chef italiano criou a receita, que vem sendo aperfeiçoada ao longo dos tempos.
A sobremesa profiteroles possui massa leve, pouco açucarada e recheada de cremes diversos, sendo que o recheio mais tradicional é o de creme de baunilha. Pode também ser servida com acompanhamento de sorvete e caldas doces.
Ver Wikipedia: Português, Inglês
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Eva Shanti
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Sunday, November 25, 2007
Re- tratamento
Vou levar-te para casa,tomar conta de ti, dar-te um bom banho, vestir-te um pijama e fazer-te uma papinha, meter-te na caminha, ler-te uma historinha e deixar-te bem calminha, ouve bem, preciso de alguém do meu lado que me dê um bom dia com um sorriso bem rasgado,amor pela manha, pela tarde e pelo fim do dia,mais um pouco quando o sonho era o que eu queria,não é preciso muito, é muito simples na verdade, só quero amor bom, carinho, solidariedade,faz-me rir e eu prometo que não te faço chorar,trata bem de mim e eu bem de ti vou tratar
Olá nina quero tratar de ti, dar-te o mundo e o outro, tenho tudo aqui,chega só um pouco perto de mim, acredita que nunca me senti assim... yeah yeahhh na na nana yeah yeahhh yeah na na nana
Trata-me bem, eu juro que suo sangue por ti, faz a coisa certa como spike lee, podes usar e abusar do meu brinquedo favorito, mas tem cuidado por favor não o deixes partido, dou-te tudo que poder, tudo que tiver,o que não tiver tiro aos deuses para a minha mulher, roubamos um foguete, vamos dar uma volta até a lua, escrevo um livro no caminho com a alma toda nua, procriamos como coelhos quando nos derem pelos joelhos, procriamos mais um pouco porque eu adoro fedelhos, escrevo o teu nome no meu corpo pra toda gente ver, bem piroso e lamechas como o amor deve ser, verdadeiro
Gostas de filmes, podíamos fazer um bem privado, eu escrevo, realizo e actuo do teu lado, podes ser a minha estrela, vou-te dar um bom papel,pouca palavra muita acção acredita que é mel, nasceste para isto, tá tudo previsto, por isso insisto e não resisto a dar-te mais um pouco disto, o amor puro fresco como a brisa do mar, tenho montes dele guardado e está quase a estragar, envelheço ao teu lado, eu bem gordo tu bem magra, acabamos com o stock nacional de viagra, faz-me rir e eu prometo que não te faço chorar,trata bem de mim e eu bem de ti vou tratar. ..Olá... nina... chega ao pé de mim... deixa-me dar-te o que tu mereces, tu és a resposta para as minhas preces, senta-te aqui vou-te cantar um som, doce como tu, como um bombom...
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Sunday, November 18, 2007
Um reflexão artística sobre o Universo feminino e a existência da mulher no mundo contemporâneo.
Tampões, crochés, garrafas, talheres de plástico, aspirinas, panelas. Os objectos do quotidiano são a base de trabalho da artista plástica Joana Vasconcelos.
Joana tornou-se mais conhecida do público em 2005 com A Noiva – um lustre feito com 20.000 tampões OB –, peça principal da Bienal de Veneza, Itália 2005. Segundo a escultora, o plástico com que são revestidos os tampões reflecte a luz quase tão bem como o vidro. Esta peça tem a ver com uma situação muito específica dos valores da mulher, da virgindade, da apresentação da mulher no dia do casamento, do vestido branco, da hipocrisia dos costumes, de como o lustre define socialmente uma família.
O todo ofusca a soma das partes. A repetição e acumulação em larga escala conduzem à abstracção das ideias. Os materiais usados são um meio de comunicar, não um fim em si mesmo. O resultado: esculturas imponentes, curiosas, portentosas, lúdicas, ironicamente belas.
Dorothy, o sapato de salto alto imenso, glamoroso, reclama a ambiguidade da vida da mulher contemporânea, que é activa, trabalha e anda de salto alto, mas ao mesmo tempo tem uma vida privada à volta dos tachos.
Parte da exposição “Yellow Brick Road" (Palazzo Nani Bernardo Lucheschi, Junho 2007), Dorothy, é uma mistura de Feiticeiro de Oz e Gata Borralheira", o contraponto entre os afazeres domésticos e a vida social activa.
Coração Independente é outra obra de Joana Vasconcelos. Esta escultura de 3,70 metros de altura insere-se na Trilogia Fado: ouro, sangue e morte e inclui dois outros corações de igual tamanho, um dourado e outro negro que representa a morte.
Coração Independente, Pavilhão Centro de Portugal, Coimbra, 2005. Fotografia de Sandra Leandro.
O coração dourado está temporariamente exposto na sede da União Europeia em Bruxelas, pertencendo ao restaurante Eleven em Lisboa, o coração negro pertence ao Museo de Arte Contemporáneo de Castilla y Leon e o vermelho pertence ao coleccionador João Pinto de Sousa.
Construído com 5.000 talheres de piquenique torcidos a quente, é inspirado no minhoto coração de filigrana, peça de joalharia tipicamente portuguesa e no Fado de Amália Estranha forma de vida: «Coração independente, / coração que não comando: / vive perdido entre a gente, / teimosamente sangrando, / coração independente».
A Burka, escultura mecânica de 2002, faz parte da exposição colectiva «Modern Mahrem» patente no complexo Santralistanbul em Istambul, Turquia até finais de Novembro. Mais vez uma chamada de atenção para a mulher actual e para as burkas invisíveis aos olhos mas usadas continuamente a uma escala mundial.
Joana Vasconcelos ressalva que o facto de criar peças em grande escala torna as suas obras não acessíveis a uma parte dos consumidores, mas lamenta que grandes instituições ligadas à arte mostrem menos interesse em Portugal do que no estrangeiro. "Só a Fundação de Serralves tem uma peça minha, pequena. As outras estão com apenas três coleccionadores particulares" - António Cachola, Pedro Cabrita Reis e José Miguel Júdice.
De personalidade forte e extrovertida, Joana que já foi segurança de uma discoteca e praticou artes marciais. passeia-se de trotineta pelo armazém da Fundição de Oeiras, onde trabalha diariamente nas suas obras.
Rejeita o rótulo de feminista porque a sua análise "é mais social, a nível prático mais do que político", esclarece.
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Saturday, November 17, 2007
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Thursday, November 08, 2007
Campanha da Saatchi & Saatchi para a Cordaid - People in need charity, vencedora no festival "Cannes Lions 2007" na categoria de "Outdoors/Fundraising & Appeals".
Mais palavras? Para quê? Está tudo dito. Falta fazer. E muito.
E não é só nos outros Continentes, em países distantes. A luta passa também pelos que sofrem e têm necessidades mesmo ao nosso lado.
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Sunday, October 28, 2007
Belonging by Mick Payton in www.obsessionart.com
O desafio
Amar-te, como sei, como posso. Deixar-te livre para me amares também como sabes, como podes, mesmo além e apesar de mim.
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Eva Shanti
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