Monday, April 03, 2006

Hoje apetece-me...


Mini saia 2

"Em Citânia*: tem mini-saia – é uma rapariga leviana. Em Milão – é uma rapariga moderna. Em Paris: tem mini-saia – é uma rapariga. Em Hamburgo, no Eros: tem mini-saia – se calhar é um rapaz."

In O HÁBITO FAZ O MONGE, Umberto Eco, A Psicologia do Vestir (obra colectiva), Assírio e Alvim, 3ª Edição, 1989.

Hoje, apetece-me mostrar que sou mulher, que não tenho vergonha do meu corpo, que me sinto bem com as minhas formas e que os preconceitos são de quem os tem. Hoje vesti uma mini-saia! Quer dizer, não é muito mini, e é uma saia, o que é uma inovação para quem anda quase sempre de calças - o que noutros tempos, para uma mulher, também foi uma símbolo de libertação...

Afinal, uma rapariga de 1,70m precisa de poucos artifícios para que os outros dêem por ela. E hoje, apesar do tempo manhoso, apetece-me, e pronto.

Mas esta minha escolha é um pouco mais do que isso.

As pessoas são mais do meros cabides - aliás, a personalidade acaba sempre por sobressair e isso também explica que certos modelos (femininos e masculinos) tenham uma carreira mais top do que outros.

Amada e odiada, a mini-saia resume uma época de libertação e afirmação: Os Anos 60! A criação desta peça de roupa que se tornou um símbolo é atribuída a Mary Quant e Jean Courreges, que dividem o crédito da ousadia de subir as saias até cerca de 30 cm acima do joelho.

Ninguém duvida que a roupa é uma forma de afirmação ou de contestação. O que vestimos e a forma como o fazemos faz parte de nós, é uma atitude, tal como é uma atitude adequarmos a linguagem (ou não) ao sítio onde estamos, à ocasião em que nos encontramos e aos interlocutores. Todos nós somo "ilhas", temos um individualismo que nos é inerente e do qual não podemos fugir, mas não somos nada sem os outros, vivemos em comunidade e precisamos de comunicar com o exterior para evoluirmos como pessoas e sobreviver. Isto é tão básico e intuitivo que basta pensar que até os animais precisam de atenção e de carinho e isso faz toda a diferença. Os cães, os gatos, participam da nossa vida, recebem-nos caloramente quando chegamos a casa, sabem se estamos tristes ou se estamos doentes.

Ir a uma reunião de Administradores sem gravata ou de jeans é marcar uma posição, que pode ser vista como ousadia, provocação, desleixo, própria de um génio indomável e altamente criativo - suponhamos que se trata de um publicitário que apresenta a nova campanha ao seu cliente. É tudo uma questão de pormenores e de contexto. Que dizer de alguém que se dirige a uma assembleia como "Meus Camaradas"? Tudo depende ser for no meio militar, numa reunião de sindicalistas ou de accionistas. Há que situar para compreender o sentido da escolha da saudação.

E se há a Psicologia e a Etologia, também surgiu a Semiótica, como necessidade de estudar as linguagens verbais e não verbais, tudo o que produz o fenómeno de comunicação entre seres humanos e que abrange a roupa como uma linguagem visual.

Até a escolha de cores tem o seu significado: o vermelho para a realeza (senão em vez de um "tapete vermelho" teríamos um tapete de outra cor qualquer), o azul escuro ou o cinzento antracite para o "fato escuro", mais formal e exigido em profissões que exigem uma postura sóbria e credível, o branco das noivas e das debutantes, entre muitos outros exemplos.

Cores, texturas, tecidos e materiais (pele, vinil, algodão, linho, seda, caxemira...), formas, cortes, estética - podemos levar ao limite a decomposição das mensagens que expressamos, muitas vezes se darmos conta, dos nossos sentimentos, do nosso estado de espírito, das nossas opções de vida.

Mini saia

Também é inútil insistirmos que os outros olham para nós e conseguem ver para além da aparência. À primeira vista, num mundo de julgamentos rápidos, somos para os outros aquilo que aparentamos, não haja ilusões. O facto de alguém se interessar por mais do que está à superfície depende da sua vontade, do interesse despertado e da situação. Ninguém está à espera de ter uma ligação profunda com todos os que nos cruzamos no dia-a-dia.

A roupa é uma máscara social e diz mais do nós do que aquilo que podemos supor. Isto porque os outros nos passam todos os dias "a pente fino" em busca de significados.

Hoje, mais do que nunca, a moda é eclética e quase tudo é permitido. Ainda que o sexo feminino continue, neste campo, a ter mais opções, podemos todos divertirmo-nos muito com aquilo que vestimos - desde os revivalismos cíclicos ao vintage, passando por aquilo que mais gostamos ao que mais se identifica connosco. O que importa é sentirmo-nos bem connosco próprios e isso também é percepcionado pelos outros. Ninguém tem necessidade de ser fashion victim ou de vestir marcas para parecer bem e estar bem.

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* Estaria Umberto Eco, quando escreveu o artigo O HÁBITO FAZ O MONGE a referir-se a esta aldeia?

Como todos somos diferentes, nem tudo o que fica bem aos nossos amigos nos fica bem a nós e podemos sempre tirar partido do que temos de melhor. Que o digam estes "mestres" da auto-estima conhecidos em Portugal como Esquadrão da Moda (também na versão americana)

Ally McBeal

Sugestão para todas a mulheres que não deixam de ser femininas: uma visita a este blog.

Sunday, March 19, 2006

Study
Temporariamente indisponível


Vou ausentar-me da blogoesfera, mas volto dia 1 de Abril. Pode parecer mentira, mas é pura verdade!

Razões imperiosas ditam esta ausência.

E vai-me custar, acreditem!

Sugestão:

Aproveitem esta pausa de produção criativa para "viajar" pelo aquivo. Já são mais de 50 posts que variam entre o sério e o menos sério, passando pelo curioso, mas sempre sobre homens e mulheres, sexo e sociedade.

Comente e re-comentem.

Os vossos comentários são sempre inspiradores e catalizadores importantes de ideias e temas a desenvolver.

Thursday, March 16, 2006

Sexo, Espiritualidade e Tantra
StatueGreenBackSalmon
"Nothing can cure the soul but the senses, just as nothing can cure the senses but the soul." Oscar Wilde

Na busca do conhecimento e de si próprio, na procura incessante de respostas para as questões fundamentais acerca do Ser, o Homem desenvolveu a Filosofia (ou filosofias) e a Religião (ou sistemas religiosos).

O sexo, neste caminho para a iluminação, foi entendido de diferentes formas e assimilado de forma diversa ao longo dos tempos e consoante as culturas. A libido freudiana ou Kundalini, bem como a prática sexual podem ser vistas como um obstáculo, um caminho ou um ritual.

Na maior parte das Religiões, nomeadamente no mundo Ocidental, o sexo é tido como um obstáculo à transcendência. O desejo sexual é visto como algo pecaminoso e impeditivo progresso espiritual e do acesso ao divino. Uma excepção é o Paganismo e o Wicca (ou a recuperação dos ritos pagãos e da religião dos povos pré-cristãos).


Na religião Wica, por vezes confundida com “Bruxaria” – nome a que o Catolicismo deu um sentido pejorativo com o intuito de a minar por completo e a substituir -, faz-se o culto à natureza e o sexo faz parte dos rituais, nomeadamente o Sex Magick.

O Sex Magick vem desde tempos imemoriais, também desde a época pré-cristã. No fundo, é algo que é intuitivo e que a ver com tudo o que fazemos para preencher as nossas fantasias sexuais, pois não há maneiras certas ou erradas de ter sexo.Sex Magick é uma técnica que usa a sexualidade para “fazer magia”. Pode incluir role-plays ou fantasias em que o casal representa uma cena (enfermeira-doente ou professor-aluna, por exemplo), práticas sado-maso (mais ou menos hard), acessórios ou brinquedos sexuais, ou ainda sexo em sítios inusitados. Resumindo: trata-se de uma técnica que pode ser usada em todas as formas de se encarar o sexo.


Nas filosofias Tantra e Taoísmo, o sexo é o caminho para a espiritualidade.

Se aplicarmos o Tantra ao Budismo (que é uma religião) temos o Budismo Tântrico, Se aplicarmos o Tantra ao Yoga (que também é uma filosofia) temos o Yoga Tântrico, um dos muitos ramos do Yoga.

Esta pequena introdução serviu apenas para demonstrar que há religiões, filosofias e técnicas que se podem combinar entre si.

Contudo, o que é muito falado e provoca a curiosidade geral é a aplicação do Tantra (filosofia) ao sexo, o chamado “sexo tântrico”. Vulgarizou-se esta expressão que suscita a fantasia de uma larga maioria que desconhece o seu verdadeiro significado, não só porque sonha com mais e melhor sexo, mas também porque vivemos num mundo mais aberto a experiências e há um receio da rotina ou monotonia sexual. As pessoas procuram manter a chama do romance acesa procurando novas práticas sexuais, o que é perfeitamente legítimo.

Tantra é uma palavra que vem do sânscrito (a língua que está o povo Indiano como o Latim está para nós, Portugueses) e significa literalmente “rede” ou “tecido”.

Esta filosofia surgiu na Índia há mais de 5 mil anos, como caminho para a iluminação, acessível a todos, independentemente da sua casta ou condição social.

O Tantra é:

- matriacal, porque a mulher é considerada uma divindade e é, mais do que respeitada, venerada;

- sensorial, porque se baseia nas sensações experimentadas através dos nossos sentidos;

- desrepressor, porque alheio a julgamentos, a hierarquias e backgrounds e baseado na aceitação do indivíduo e do todo.

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Trata-se de uma vivência que passa pelo auto-conhecimento para depois conhecer o outro. Por ser um modo de vida, rejeita o álcool, o tabaco, os químicos (nomeadamente estupefaciente) e o consumo de carne.

Noutro sentido, Tantra é “o que leva ao conhecimento” pelo que sexo tântrico será a prática sexual que conduz à iluminação.

O primeiro pressuposto é o de que somos fonte do nosso próprio prazer sexual, em vez de depositar no outro a responsabilidade de um prazer que é nosso.

Por isso, a primeira etapa do sexo tântrico é o auto-conhecimento: explorando o nosso próprio corpo, desenvolvendo as nossas capacidades como seres sexuais temos depois mais condições para nos relacionarmos sexualmente com os outros.

Mas sexo tântrico ultrapassa a noção de sexo como realidade puramente física passando o acto sexual para o plano da experiência mística, para a união espiritual e o orgasmo como meditação e atingimento do Samadhi ou hiperconsciência.

Há consideráveis benefícios a nível físico, mas o importante passa-se ao nível da mente.

É muito mais do que uma forma de adiar o máximo possível o orgasmo com vista ao prazer prolongado. O sexo tântrico proporciona uma transcendência que leva ao aumento da criatividade, da concentração e da energia vital, traduzindo-se na prática por melhoria do rendimento físico e aumento da esperança de vida.

O sexo tântrico possibilita:

- melhoria da intimidade do casal;
- orgasmos mais prolongados para homens e mulheres;
- o atingimento do orgasmo simultâneo;
- aumento da sensibilidade e intuição;
- uma melhor relação com o corpo (o nosso e o do parceiro);
- aumento da auto-estima;
- libertação de condicionamentos e preconceitos pela via da meditação.

O sexo tântrico não torna o orgasmo numa obrigação, num fim que necessariamente se tem de atingir no momento da prática sexual. Isso implica ter sexo dias e dias seguidos sem orgasmo.

Mas, ao mexer-se com energias psíquicas está a potenciar-se um estado superior de consciência – a hiperconsciência (ou Samadhi).

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Numa fase de aprendizagem, nas posições tântricas mais básicas a mulher ocupa o lugar superior, preferencialmente sentada de alguma forma em cima do homem. A prioridade é o gozo da mulher, a quem é permitido ter o máximo de orgasmos, enquanto que o homem aprende a retardar o seu orgasmo. É o orgasmo feminino que alimenta a energia vital e que a introduz num circuito que é construído por ambos os intervenientes no processo, usando a via espiritual. A escolha das posições tântricas pelo casal tem também de ter em conta a possibilidade do homem controlar o seu grau de excitação.

A prática de sexo tântrica não é exclusiva de casais heterossexuais. O Tantra como filosofia não lida com julgamentos morais e preconceitos, por isso nada impede que o sexo tântrico possa ser desenvolvido por casais homossexuais.

A Revolução Sexual dos Sixties além do LSD e outras drogas psicadélicas renovou um interesse pela sabedoria oriental. Por isso, quando se diz que o Tantra é um Manual de Sexo ou um culto ao sexo livre ou uma terapia sexual New Age estamos a falar de partes de uma realidade.

O sexo tântrico tem como base o Kama Sutra, mas não todas as posições do conhecido manual de sexo de Vatsyayana.

O sexo tântrico popularizou-se numa época de Revolução Sexual em que proclamava o sexo pelo sexo e o sexo livre e sem compromissos.


Osho, o guru indiano, concebeu, no início dos anos 70, uma fusão do Tantra com a psicoterapia, numa versão mais acessível ao Ocidente que ficou conhecida como Neo-Tantra e que usa o sexo tântrico tendo por fim a meditação. É essa a noção espelhada nos ensinamentos que Osho a mais difundida do sexo tântrico, que chega até nós em livros, vídeos, cursos e workshops.

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Vocabulário em sânscrito usado no sexo tântrico

Linga: Falo, pénis
Yôní: vagina

Kundalini (acentuando o último i): é uma Deusa Serpente que dorme na base da coluna vertebral, enrolada 3 ½ vezes ao redor do primeiro chakra, aguardando a expansão. Quando ela é acordada, através de qualquer de inúmeras técnicas, entre elas o acto sexual, ela desenrola-se e sobe através do centro do corpo espetando e despertando cada chakra conforme sobe. Quando ela alcança o topo, ou o chakra coronário (no topo da cabeça), então todos os chakras foram abertos e diz-se que a pessoa atingiu a iluminação.


Kundalini é uma força de grande poder, que pode produzir mudanças físicas e mentais radicais. Alguns dizem que ela é energia sexual sublimada; outros que é uma conexão de ritmo vibratório entre as ondas cerebrais e os subsistemas psicológicos. Há várias teorias, mas nenhuma delas conclusiva. Ela pode ser accionada pela prática da yoga, meditação, estimulação física, excitação mental, relação sexual ou por um mestre formado na arte de despertar a Kundalini.


Maithuna: relação sexual tântrica


Notas:

Este texto é tudo menos exaustivo sobre um tema tão vasto e complexo como é o sexo tântrico. É apenas uma noção muito básica e superficial que abre as portas para um aprofundamento do assunto.

Não sou uma especialista na matéria, sou uma curiosa...

Muitos dos links são de páginas escritas em Inglês. Todavia, sejam livres na vossa procura se quiserem aprofundar o tema bem como os conceitos focados e de optar por textos numa ou noutra língua (o ideal é conjugar a Português e Inglês).

Divirtam-se!

Estarei preparado(a) para o sexo tântrico?

O que sei de sexo tântrico...

Mais sobre sexo tântrico



Tuesday, March 14, 2006

Melting men - Divagações

Mellting Men by Kelsuen

Melting men by kelsyen in www.flickr.com

Não, não gostava de escrever uma história sobre homens que se derretem e ficam reduzidos a poças de si próprios depois de um encontro comigo. Não, é muito dark, digno de um filme de terror. Até agora, todos sobreviveram e estão de boa saúde!

Pode-se dizer que há quem utilize a técnica de levar o outro à exaustão, mostrando inicialmente o seu pior para, numa segunda fase, os (as) sobreviventes que conseguem a proeza de passar duras provas terem acesso ao melhor, ficando a realidade algures pelo meio.

No entanto, de uma forma generalizada, as pessoas centram-se na fase da conquista e mostram, não o seu melhor, mas a ideia daquilo que o outro procura ou espera encontrar. Mais do que o enaltecimento das qualidades, a preocupação é projectar uma imagem que passa a ser tida como o "melhor" ou o "lado bom". Quando, numa fase mais avançada do relacionamento, as pessoas se mostram a si próprias, o outro pensa que esse é o "lado mau", mas não, é apenas a realidade, porque ninguém aguenta uma farsa durante muito tempo sem se mostar tal e qual como é.

No fundo, o que acontece na prática é um investimento grande na fase inicial dos relacionamentos, fase em que se recorre a manhas e artifícios para "agarrar" o outro, como se esse sentimento de posse tranquilizasse a consciência, não havendo descanso enquanto o outro não é um "dado adquirido".

Fica para segundo plano o que é verdadeiramente importante: sermos nós próprios e construir uma relação alicerçada em verdade e sinceridade.

A maioria tem um medo terrível de se mostrar e de se dar, recorre a máscaras e a jogos com medo da rejeição (o que até se pode dizer que é humano, pois faz parte de um instinto de defesa) e, afinal, a rejeição ou a o fim de uma relação acaba por acontecer se tiver de acontecer, mais cedo ou mais tarde, não?

Saturday, March 11, 2006

Sexualidade



É "uma energia que nos motiva a encontrar amor, ternura e intimidade. Ela integra-se no modo como nos sentimos, movemos, tocamos e somos tocados. É ser-se sensual e ao mesmo tempo ser-se sexual. A sexualidade influencia também a nossa saúde física e mental. "

Organização Mundial de Saúde


Portuguese do it better? Portuguese do it more often?

Segundo um estudo realizado por uma marca de preservativos no ano de 2005, que contou com 41 países, os Portugueses têm, em média, 108 relações sexuais anuais, 2 por semana e passam 2/3 do ano sem sexo – fica por saber se há alguma altura do ano com mais ou menos sexo (digo eu).

Os homens são ligeiramente mais activos do que as mulheres (104 e 101 relações anuais, respectivamente).

Contudo, apenas 1/3 dos Portugueses estão satisfeitos com o sexo que tem.

Os Portugueses têm 7 parceiros sexuais por ano, enquanto que nos restantes países esse número sobe para 9.


Experiência sexual dos Portugueses

Relação extraconjugal 24%
Relação a três 12%
Relação homosexual 8%
Sado-masoquismo 2%
Sexo tântrico 8%
Uso de lubrificante 29%
Uso de vibrador 10%
Sexo anal 44%
Relação fortuita 37%
Nenhuma destas 28%

Nenhuma destas significará nada mesmo, ausência total de actividade? 0u algo que não está na lista? É que a meu ver a lista é bastante exaustiva e, que eu tenha dado por isso, só não contempla a troca de casais ou swing…
Ou será mesmo a posição tradicional, só e apenas e quando é? Será sexo com luz, sem luz ou média luz também uma caso a considerar?


Bem, mas os visitantes mais exigentes vão directamente à fonte e exploram o link à vontade... Curioso, no mínimo.


Mas nestas coisas de inquéritos sobre sexo eu sou uma desconfiada… A começar pela confissão das “escapadelas” até às práticas mais kinky, uns exageram para mais e outros tendem para o menos. Além disso, nos estudos já feitos sobre um tema muito interessante (pelo menos do ponto de vista científico) que é a Infidelidade (ou relacionamentos extraconjugais, como alguns Autores preferem) ambos os sexos mentem: as mulheres têm mais parceiros sexuais do que dizem ter e os homens têm muito menos…

Conclusão: alguém dorme com alguém, disso não há qualquer dúvida!

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Thursday, March 09, 2006

Enxaquecas
gab6 by thepipes in flickr
Sou completamente odiada quando digo às outras mulheres que não sei o que é uma dor menstrual. Mas, embora não com muita frequência, sou “atacada” por violentas enxaquecas. Só quem as já teve ou tem é que sabe o horror que isso é.

Não me lembro da última. Da enxaqueca. O que se pode dizer que é bom. Mas tenho pânico que a dita cuja me apareça numa altura em que seja crucial a minha pessoa estar plenamente na posse de todas as faculdades mentais e físicas. É que elas aparecem sem aviso prévio, as mal-educadas! Aparecem e pronto. Pelo menos ainda não estabeleci uma relação causa-efeito que determine o aparecimento das enxaquecas, um padrão que me permita a proactividade de não abrir a porta a quem não convidei para entrar quanto mais para tomar café.

Tenho, sim, o medicamento ideal. A droga que me restabelece o bem-estar dentro do que é possível e desejável. Sem qualquer patrocínio da Bial e sem dispensa da consulta de médico ou farmacêutico, partilho que não vivo sem Migretil, just in case…

Contudo, como sou daquelas picuinhas que gosta se saber a origem das palavras, indaguei, a propósito de uma conversa (séria?) com a mulher de quem herdei o património genético e muito mais, se viria do Latim esta palavra científica que denomina as fortes dores de cabeça que me assolam de quando em vez.

E, recorrendo ao dicionário, a surpresa: “enxaqueca” vem do Árabe ash-shakíka, que literalmente quer dizer “um lado da cabeça”, pois geralmente são dores de cabeça unilaterais.


Ou seja, a desculpa “Querido, hoje não que me dói a cabeça”, é tão velha (e nem sempre é desculpa, atenção!) que já vem do tempo dos Árabes e não dos Romanos, como se poderia à primeira vista pensar.


Bom, vai daí deve ser por isso que os espertos inventaram essa coisa dos haréns, para acabar com desculpas e não com as, como dizer – para bom entendedor bastava a letra q, mas vou tentar defini-las - actividades humanas e comuns da vida que acontecem entre duas ou mais pessoas de sexo diferente (ou não, mas isso já é outra conversa).


Será?


Eva pensadora….



Tuesday, March 07, 2006

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Não preciso do dia 8 de Março para me lembrar que nasci mulher. E gosto de ser mulher.

Não preciso de um dia que me lembre um ano inteiro de luta por uma sociedade que ainda não aceita, sem reservas e de uma vez por todas, que as diferenças biológicas entre os sexos não implicam uma subordinação na vida familiar, social e profissional por parte da mulher.

O que se pretende com o Dia Internacional da Mulher?

Um dia que nos lembre que, noutros tempos, a mulher era uma cidadã de segunda categoria, que não tinha o direito de votar nem de ser eleita? Que não podia estudar e muito menos aceder ao Ensino Superior? Que não podia ter opinões próprias? Que não podia escolher uma profissão e de trabalhar sem pedir autorização ao pai ou ao marido? Que não podia exprimir o direito ao prazer e à satisfação sexual? Que estava sujeita aos desejos de um Amo, que lhe dizia como se devia comportar?

Ou um dia em que se fala exploração e a violência contra a mulher, de desigualdades salariais e de discriminação sexual, para que nos 364 dias seguintes os jornais se encham de histórias tristes e vendáveis?

Faz sentido um Dia do Animal (4 de Outubro), porque esses precisam de quem fale por eles; faz sentido um Dia do Deficiente (3 de Dezembro), porque ainda se teima em esquecer os cidadãos que têm dificuldades de mobilidadade e em fazer coisas simples como uma chamada de numa cabine telefónica ou levantar dinheiro numa caixa Multibanco, pois continua-se a insistir num mundo que não é para todos.

Dia da Mulher? Não, não precisamos de uma dia, precisamos, sim, de uma educação que dê valor à mulher como pessoa, que acabe com preconceitos e limitações injustas em função do sexo. Este papel também cabe às próprias mulheres que se ainda se calam ou dizem "sim" quando, na verdade, querem dizer "não", que ainda se culpabilizam por serem elas próprias, com a ilusão de essa é a atitude do sexo bem comportado.
ARGENTINA Back poster
Poster utilizado na Argentina na campanha de 16 Days of activism against gender violence

Saturday, March 04, 2006

The general election of 1983 saw Denis on the campaign trail once more

Denis Thatcher na Campanha de 1983



Convicções políticas à parte, assim como quaisquer outros julgamentos que envolvam Margaret Thatcher, a sua peculiar liderança e os seu 11 anos e meio do governo., a verdade é que Denis Thatcher (1915 – 2003), mais do que um homem de negócios, será para sempre lembrado como o leal e pacato marido da antiga Primeira-ministra britânica.


Empresário bem sucedido, com uma carreira em posições de topo, apesar de não ter sido academicamente brilhante, chegou a milionário. Esteve na II Grande Guerra e foi condecorado. Mas a notoriedade surge com o segundo casamento, quando Margaret Roberts, depois Thatcher, reduziu a largamente a vantagem do Partido Trabalhista, embora continuasse no poder. O romance desencadeou-se durante a campanha do Partido Conservador de que Sir Denis também era parte e o noivado foi anunciado no dia da vitória.


Dado curioso, a primeira mulher também se chamava Margaret e tal como o amor da sua vida, Denis conheceu ambas em eventos sociais.

Denis, then 36, married 26-year-old Margaret Roberts in London in December 1951
Denis, então com 36 anos, casou com Margaret Roberts, de 26, em Dezembro de 1951 em Londres

A lua-de-mel do casal foi passada na Madeira. Ao contrário de Denis, homem viajado e conhecedor do mundo, foi o primeiro contacto de Margaret Thatcher com Portugal.

Denis Thatcher tinha uma cultura acima da média, fruto de uma educação proporcionada por uma família endinheirada e um espírito aberto, de horizontes largos.

O casal teve dois filhos gémeos: Mark e Carol Thatcher.

Foi alvo de críticas constantes, de sátiras e tentaram fazer dele uma figura ridiculamente cómica, mas sempre teve um excelente poder de encaixe. Conhecido como bom jogador de golfe e apreciador gin (o que nunca negou), essas duas facetas foram exploradas ao máximo pela maledicência.


Homem simpático, afável era portador dos valores de gentleman tipicamente britânicos. Com uma auto-estima inigualável que o deixava confortável no seu papel de consorte da “Dama de Ferro”, nunca deixou de ser ele próprio e dizer algumas tiradas espirituosas a figuras públicas com uma calma que lhe era característica.


A única entrevista pública de Denis Thatcher data de 2002 e foi lançada em DVD, com o título Married to Maggie, sendo da responsabiilidade de sua filha Carol Thatcher.

Na sua autobiografia, Margaret Thatcher referiu aquilo que frequentemente dizia do homem que amava:” Eu nunca teria sido Primeira-ministra por mais de 11 anos sem ter o Denis ao meu lado”

Margaret Thatcher este no Governo de 1979 a 1990.

Denis was well known for his love of golf, and he often competed in charity events such as this one for a blind charity
Denis num evento de golfe cujos fundos reverteram para uma associação de cegos


Como consorte da primeira-ministra, para além das actividades de cariz social e humanitário, Denis aprofundou interesses comuns e desenvolveu amizades profundas com Nancy Reagan, Raisa Gorbachev and Barbara Bush, mas sempre, e segundo ele, sem segundas intenções: “ Nunca tive algum tipo de liberdades com elas e não estava a querer algo em troca ou algo parecido, pois não é esse o meu estilo”.


Aquando da sua morte disse Tony Blair: "Sir Denis era um homem educado e de bom coração, um verdadeiro cavalheiro, que tinha muitos amigos aqui e no exterior”


Eu acho que foi dose, amar uma mulher como Margaret Thatcher uma vida inteira, estar ao lado dela sempre, nos bons e maus momentos, momentos marcados por uma vida pública e por um cargo que implicava o destino de um país. Só pode ter sido por amor, nunca por obrigação.

Wednesday, March 01, 2006

Ensaio sobre homens, mulheres, relacionamentos*

Mulheres e homens 1



Tenho muitas dúvidas sobre o que quer realmente um homem de uma mulher. E não estou a falar de uma one night stand, que aí, diga-se de passagem a exigência nem sequer é muita. Refiro-me, como é óbvio, ao que procura um homem numa companheira, partindo do princípio que nalguma fase da vida, um homem fica farto de ter a mesma experiência com diferentes mulheres e anseia por encontrar uma mulher com quem tenha inúmeras experiências, todas elas diferentes – esta ideia provém de um anónimo e retive-a, pois acho-a extremamente interessante.

A dúvida surge-me frequentemente, pois entendo que a educação do homem é dirigida à quantidade e a educação da mulher é completamente direccionada para a qualidade. Aos rapazes é aceitável e normal terem uma quantidade enorme de namoradas, o mesmo já não acontecendo com as raparigas que se devem guardar para aquele que será “o tal”.

Encontra-se no mundo feminino três tipos de atitude:

1) a das mulheres que não encontram o homem ideal e tentam a todo o custo fabricá-lo com a matéria-prima que lhes vai aparecendo;

2) a das mulheres que vão aproveitando a fase da procura do Mr.Right com vários seres que apelidam de imperfeitos, ansiando por uma ruptura com esse período que ficará na sua história pessoal como um pretérito imperfeito, bem arrumado numa gaveta fechada e de chave atirada ao mar;

3) a das mulheres que organizaram a sua vida em torno de um projecto a solo, movidas por demasiados relacionamentos falhados ou por convicção – e este ponto abre a porta para um outro tema muito actual, a “solidão emocional”, que também abrange muitos homens.

Os homens são tão emocionalmente complicados como as mulheres, mas encontram-se, na sua grande maioria, estagnados num determinado patamar da evolução, imersos num caos interno, muitas vezes camuflado por um auto-fingimento de que tudo está sob controlo, de tão pouco habituados que estão em lidar com os seus próprios sentimentos e emoções. Afinal, boys don’t cry!


As mulheres conseguem atingir uma geralmente tem maior maturidade emocional, porque exercitam o lado emocional sem medo. Na sua educação são-lhes permitidas mais manifestações humanas, tais como o choro e o riso. Porém, padecem de outros males: são educadas para o Amor, para o encontro de um Príncipe Encantado, o paradigma de um homem que só existe na imaginação, com quem terão filhos e serão felizes para sempre!

Também se nota que os homens andam baralhados com a nova mulher que tem vindo a surgir nos últimos tempos. Estas mulheres estabelecem as suas próprias regras, não têm medo de dizer o que querem e o que não querem, têm uma visão do seu caminho pessoal, não têm medo de críticas, não procuram agradar a qualquer preço, correm riscos, são directas e seguras de si próprias.

Mulheres e homens 2


O que fazer com uma mulher destas que afronta o papel tradicional da masculinidade? Uma mulher que tem uma profissão a que dedica uma boa parte do dia, que admite querer ser mãe mais tarde ou mesmo não ter filhos, que pressupõe uma divisão de tarefas domésticas, caso contrário, a vida em comum rebenta em acusações mútuas sobre quem faz o quê? Uma mulher capaz de dizer não a um homem na frente dos amigos dele, que é forte e não dependente. Amiga, amante, companheira. Não uma segunda mãe, não uma empregada doméstica a custo 0, não um ser cordialmente invisível e robotizado que diz sim a tudo.

Infelizmente, a sociedade avalia os homens pela carreira profissional e as mulheres pela sua capacidade de manter relacionamentos, tenham eles o preço que for...

Para piorar tudo isto, há falta de comunicação entre homens e mulheres ou uma comunicação deficiente, com demasiados ruídos.

Mais uma vez, questões de educação diferenciada para ambos os sexos dificultam os relacionamentos a todos os níveis: pessoal, profissional e amoroso.

Por um lado, temos homens que estão habituados a ter a responsabilidade de protecção da companheira e da família, de serem profissionalmente bem sucedidos e por isso reconhecidos. Do outro lado, temos mulheres que têm os seus ciclos (não os menstruais, os do temperamento, que nem sempre estão numa relação directa), que têm uma atitude simpaticazinha para um dia explodirem e deixarem um homem totalmente estupefacto porque não fazia ideia que determinado hábito era mal visto ou odiado pela companheira. Milagres? Não, não há. Só o diálogo, sincero e adulto, pode ajudar a ultrapassar estes obstáculos.

Há mulheres que tentam ser tudo (boas profissionais, boas mães, boas donas-de-casa) e são umas sacrificadas a vida toda, quando poderiam ser felizes sem carregar com o mundo às costas. Bastava haver compreensão e comunicação com o parceiro, assim como disposição deste para assumir responsabilidades que também lhe pertencem.


Há ainda o grupo dos felizardos, daqueles homens e mulheres que encontram, mais cedo ou mais tarde, a companhia ideal e vivem um relacionamento saudável, negociado, equilibrado, construído todos os dias. Esses são a minoria. Se fossem a maioria esta reflexão deixava de ter sentido e muita gente ficava sem trabalho: escritores, argumentistas, psicólogos, terapeutas familiares…

Mulheres e homens 3

*Ensaio: escrito que, sem chegar à extensão de um tratado ou monografia, aborda uma matéria (de carácter científico, filosófico, histórico, ou literário) sem o esgotar e sem o aprofundar demasiado.

Sunday, February 26, 2006

O Jogo da Sedução
Only You by Passionate Dreamer

Eis os 10 sinais que mostram que Love is in the air:

As pessoas relacionam-se, de uma maneira geral, em quatro distâncias: pública, social, íntima e sexual. A linguagem corporal dificilmente mente. Se observarmos com atenção os sinais do corpo, podemos ter uma ideia de como as coisas estão ou poderão correr…

1. Quando duas pessoas se aproximam demasiado para conversar é sinal de que há um grande interesse de ambas as partes (at least, for a start…)

2. A postura não engana! Quando alguém inclina os ombros para a frente em direcção ao parceiro e sinal que está interessado nessa mesma pessoa.

3. Quando um só tem olhos para o outro, a conversa não parece ter termo e ambos estão muito atentos a tudo o que o outro diz.

4. Sem querer, de forma inconsciente, os dois estão com a mesma postura, copiam os mesmos gestos, usam as mesmas frases e procuram interesses em comum para conversar.

5. As mulheres pendem a cabeça para um dos lados, em direcção ao ombro, empinam os seios e mexem muito nos cabelos – tudo para acentuar a sua feminilidade.

6. Os homens enchem o peito, encolhem as barriga, projectam a cabeça para a frente...

7. As mulheres costumam exibir as palmas das mãos quatro vezes mais do que os homens, numa forma de mostrar intenções apaziguadoras e amistosas, como se quisessem passar uma mensagem de paz e tranquilidade.

8. Em ambos os sexos, as pupilas dilatam, as pequenas rugas e as olheiras esbatem-se, podendo mesmo desaparecer. Mecanismos do corpo humano que não controlamos, mas que nos tornam mais atraentes em relação ao outro.

9. As vozes sincronizam-se: o mesmo volume, o mesmo comprimento das frases, uso de vocabulário semelhante (não raro, infantilizado e com diminutivos).

10. O sinal universal de conquista da mulher é a timidez. Ela focaliza o seu alvo quando sente que captou a atenção do outro desvia o olhar. Este ritual se aproximação e fuga existe para dar ao macho a sensação da conquista.


Contudo, alvo de grande polémica nas últimas décadas, cada vez mais mulheres são directas relativamente àquele que escolhem para potencial parceiro o que resulta em duas situações:

a) orgulho masculino ferido e tentativa gorada de aproximação;


b) atracção inesperada por quem tem confiança em si para prosseguir com uma abordagem, que se espera com graça, porque é admirado e valorizado quem corre o risco de levar um não de frente – isto não só facilita o trabalho do homem como pode engrandecer o seu ego.


Desafio:

Contem-me a vossa visão do ponto 10:
o que gostam, o que preferem, o que não suportam, sejam homens sejam mulheres...

That Look in Your Eyes by Passionate Dreamer

Fotos Passionate Dreamer em www.flickr.com



Friday, February 24, 2006

O computador tem sexo?



Será o computador um aparelho do sexo masculino ou uma máquina tipicamente feminina?

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Dizem as mulheres...
O computador é masculino porque:


1) Para captar a sua atenção, há que o acender;
2) Tem muita informação, mas pouca imaginação;
3) Pressupõe-se que ajude, mas a maior parte do tempo é ele o problema;
4) Quando nos decidimos por um sabemos que daí a pouco tempo é possível que encontremos outro modelo que mais nos satisfaça.

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Dizem os homens...
O computador é uma máquina feminina:


1) Só o seu Criador compreende a sua lógica interna;
2) A linguagem que utiliza para dialogar com outro computador é incompreensível e ininteligível:
3) Guarda o mínimo erro na memória para o mostrar a posteriori no momento mais inoportuno;
4) Quando nos decidimos por determinado modelo temos de estar preparados psicologicamente para gastos em acessórios, manutenção e upgrade.

O computador é fêmea.

Porquê?

Reparem em todas as entradas das fichas do PC - USB, ethernet, PS2, standard de 9-pinos, etc.

Cheguei a esta conclusão, depois de passar um pesadelo em que já me estava a imaginar sem o meu PC, qual episódio #56 do Sexo e a Cidade em que a Carrie Bradshaw viu a vida toda esfumar-se quando o PC crashou... Daí a importância dos backups...

Afinal a máquina é fêmea ou não?

Tuesday, February 21, 2006

Dick And Jane With Family Doin

Dick And Jane With Family Doin

Vidas (aparentemente) Perfeitas*


Não diria que é um ódio de estimação. É antes uma raiva, uma irritação. Sou uma mulher de paz, o mais que posso dizer é que tenho horror a todos os que insistem em mostrar o glamour das suas vidas perfeitas, os seus amores perfeitos, as suas famílias perfeitas, as criancinhas perfeitas, as casas perfeitas, os carros perfeitos, as roupas perfeitas, as jóias perfeitas, as festas perfeitas, as férias perfeitas, as viagens perfeitas...


Vemo-los nos empregos a puxar o lustro ao chefe, a falar da mulher bem sucedida profissionalmente, das crianças loirinhas e sobredotadas e do pedigree do cão. Mexem na aliança enquanto falam da carrinha espaçosa para levar os filhos à escola, da esposa exemplar e dedicada, querendo com isto que todos acreditem na estabilidade emocional de uma união feliz, pelo sagrado matrimónio, claro. Depois são as centenas de horas que tanto ele como ela fazem em prol da vida profissional, não mais do que subterfúgios para chegarem ambos tarde a casa, irem direitinhos para a cama e apagar a luz, não vá haver alguma ideia. As crianças? Essas vão de autocarro para escola e ficam lá no estudo, até tarde, e alguém que as vá buscar, caso contrário assim como foram também vêm pelos seus próprios meios.


Vemo-los nas revistas cor-de-rosa, casalinhos sorridentes de mãos dadas, a exibir o mais-que-tudo e os rebentos como troféus de um status que dizem terem. Mostram as casas lindas e impecavelmente decoradas, de tal forma que ficamos a pensar se aquilo são casas de bonecas ou se quem vive ali é gente a sério. Depois vêm os barcos, as quintas, o golfe, coisas de elite, sabendo-se lá de quem são e quem é que afinal paga todos aqueles luxos.


No fim, saltam as verdades que o que é aparente nunca dura muito tempo. É a mulher que fugiu com outro e, não contente, fez uma limpeza ao recheio da casa; é o marido apanhado com a amiga da filha numa estância de Inverno; são os divórcios cabeludos com histórias de cortar à faca que fazem estalar o verniz e lá se vai o nível; são os credores a bater à porta, os bens penhorados, os processos-crime mediáticos, as acusações, as difamações, as injúrias e tudo o mais que enche os bolsos de certa comunicação social.

Tenho horror à mentira!

Gosto do que é autêntico, de entrar numa casa e ver bonecos espalhados no chão, livros desalinhados, objectos fora do sítio. Gosto de sentir que há felicidade no ar, mas daquela que se constrói, que se alimenta de pequenas coisas, pequenos gestos, não de ostentações parvas e falsas. Gosto de quem se assume como humano, não de quem quer dar ares de máquina perfeita, diggital, com 0% de erro. Gosto de sentir que há vida e que a vida acontece, nem sempre perfeita, mas é vida.

1941 COCA COLA COKE ad VINTAGE SODA COUNTER FOUNTAIN
1941 COCA COLA COKE ad VINTAGE SODA COUNTER FOUNTAIN

* Desafio da Maria Pedro, ou seja, falar de um ódio de estimação.

Sunday, February 19, 2006

Lost in translation

Delírios de uma noite de Sábado. Cena passada no Lounge ao som de glam slam dance.

Eu: Olha, está ali um nerd!
Amigo: Podes crer! Aquilo é um nerd!
Eu: Será um nerd ou um geek?
Amigo: Ná, é um nerd.

nerds


Não fiquei muito convencida. Achei que o rapaz podia ser exemplar de um nerd-geek, mas faltavam-me dados para formar um juízo com toda a segurança. Entre um copo e outro, ao som da música electrónica, sacudi a cabeça e deitei para trás das costas essas questões de conceitos e suas fronteiras.

Hoje, porém, as dúvidas começaram a surgir em catadupa, e tudo por causa da Maria Pedro, do seu ódio de estimação e do seu desafio.

Em frente do meu objecto de culto, ligada ao mundo pelo cabo, eis que aparece de novo a MP a pedir-me para não a deixar ficar mal… Isto tocou-me fundo!

Deliciada com o Jazz da vizinha do lado, debito algumas palavras num documento Word cada vez menos em branco.

Levantei-me em busca de um Earl Grey, chá preto forte de sabor típico e vivo (my favourite, até prova em contrário) e detive-me de olhar perdido pela janela em busca de uma inspiração… Achei! Mas antes disso, impõe-se esmiuçar esta coisa dos nerds e dos geeks.

Sempre achei que o um nerd era um totó, não desinteligente, mas um totó sem competências sociais. Um geek seria um computer freak, um maluquinho da informática dos gadgets, mais sociável mas ainda assim detectável à distância.

Afinal, não estava muito longe das definições correctas, pelo que se seguem as conclusões:

1º) Nerds, greeks, hackers, crackers: são todos freaks!

Deixando para trás os tempos das feiras dos horrores e dos freak shows, a palavra freak designa actualmente todas as pessoas que têm uma personalidade fora do comum e é um termo que nada tem de ofensivo ou pejorativo. Trata-se apenas de dizer que alguém é diferente. Por vezes juntamos ao “diferente” o adjectivo “estranho”, mas isso é porque tudo o que sai fora dos padrões da normalidade (seja lá o que isso for) é “estranho”.

2º) Os geeks são uma sub-categoria dos nerds.

Nerd começou por ser um adjectivo como um sentido pejorativeo aplicado a pessoas de QI elevado, mas com dificulades acrescidas no relacionamento com os outros. Nerds seriam rapazitos de óculos de lentes grossas, com acne desenvolvido, normalmente calados e totalmente dedicados aos estudos, sem qualquer tipo de vida social. A vingança dos nerds veio quando um deles, Bill Gates, se tornou o homem mais rico do mundo…

Photo of Bill Gates taken from a 1985 Windows advertisement.

Photo of Bill Gates taken from a 1985 Windows advertisement.

Por causa deste senhor, os nerds reforçaram a sua auto-estima, e já há quem os defina como pessoas que sabem o que realmente é importante e que não perdem tempo com actos socialmente inúteis tais como dançar, beber copos e sair até altas horas da noite.

BillGates & Friendes2


Enquanto que os nerds se interessam por matemática, física e tecnologias ou áreas técnicas, os geeks como categoría de nerds, são mais ligados à informática e à ficção científica, (Star wars, Star treck, Matrix) aos videojogos cinema (Senhor dos Aneis, por exemplo) e à música electrónica. Há mesmo um Geek Code.

Concluindo, um geek é um tipo de nerd com interesses específicos, mantendo-se as dificuldades na interacção social. Todavia, os geeks conseguem ser um pouco mais sociáveis que os restantes nerds, pois têm um leque de interesses mais alargado e dado a convívio, mesmo que este seja reduzido ou pouco saia do plano virtual.
Um geek é, pois, mais extrovertido, enquanto que um nerd típico é mais conservador.

Os geeks são fascinados por tudo o que é novo, nomeadamente gadjets (brinquedos electrónicos - internet sem fios, palm tops, telemóveis sofisticados tudo isso são gadgets) , e respeitam muito os hackers.

É frequente um geek ser hacker, mas nem todos os hackers são geeks. Mesmo os geeks que são hackers nem sempre se assumem como tal, porque esse é um rótulo que deve vir dos seus pares, não deles próprios.

Embora os metamos todos no mesmo saco, nem todos os hackers são crackers!

Ora descomplicando, hackers são pessoas que por curiosidade, por brincadeira, para testar os seus limites e capacidades invadem sistemas informáticos alheios, sendo alguns deles pagos para testar a segurança dos sistemas. Um cracker fá-lo com a intenção de prejudicar e criar o caos, com objectivos egoístas e/ou financeiros.

3º) Há mais nerds e geeks do género masculino, pois diz-se que as meninas não têm tanta apetência para a Matemática e para as Ciências.

É a velha história de que os cérebros masculino e feminino funcionam de maneira diferente e isso dá apetências a homens e mulheres para diferentes profissões. É um tema polémico e não consensual. Ainda que haja essa diferença, a educação que se dá às crianças e que é diferenciada segundo o sexo, influi muito no desenvovimento do raciocínio. Talvez por isso haja tanta mulher em Direito, Línguas e Literaturas e tanto homem em Engenharia e Arquitectura.


4º) Nerds do it better! Que é como quem diz, Nerds make better lovers.

Será? Para saber ler mais aqui. Também reparei que há por aí muita fantasia com geek girls e que há mesmo um site de geek match... Um autêntico mundo de descobertas sobre o geekworld.

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Geek girls: They're smart, they're sexy, they're geeks

Geek boy's quote: "In this light, you remind me of Princess Leia."

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Geek underware

Wednesday, February 15, 2006

Prostituição - Outra opinião

phoneboothgirls by marccanter in flickr

marccanter - "phoneboothgirls" in www.flick.com


A polémica instalou-se e entendi por bem mostrar a argumentação de quem defende a prostituição, exactamente por ser uma opinião diferente da minha, espelho de uma mentalidade que também não é a minha.

Afinal, cresci numa Democracia pluralista em que a liberdade de expressão e a liberdade de opinião são direitos fundamentais elencados na nossa Constituição.

A ancestralidade da prostituição é um dado, tal como a ancestralidade do racismo, das desigualdades sociais, da criminalidade. São factos aceitáveis, só porque existem e sempre existiram? Para mim NÃO.

Não vou falar da chamada “prostituição encapotada”, das várias formas que há de troca de sexo por géneros. Essa prática funciona em ambos os sexos, pois há muito rapazola a viver à conta; não são só mulheres as interessadas em contas bancárias chorudas e em estilos de vida apetecíveis.

Falemos de prostituição feminina, pois é nela que se pensa logo que se ouve a palavra “prostituição”.

Há quem veja a prostituição como a protectora da família e do casamento, uma válvula de escape social e, portanto, como válvula reguladora de pressão.

O marido recorre a “profissionais do sexo” e volta todo sorridente e satisfeito para o lar, lar onde ficou a “mulherzinha chata”, de quem ele está farto de olhar todos os dias, aquela que até engordou depois de ter os filhos e o filme é mais ou menos este.

Há “mulherezinhas chatas”? Carradas delas. Há mulheres rezingonas que não facilitam nada e não há paciência para as aturar, nem dos maridos nem de ninguém. Mulheres que acham que “prenderam” um desgraçado com o casamento e com a prole. Isso justifica a prostituição? Para mim NÃO.

Há “homenzinhos chatos”? Eu diria que pouco interessantes, com um comportamento em casa e outro fora dela, que gostam de olhar para tudo o que mexe sem darem valor àquilo que pensam ter, porque o dão como garantido. Isso justifica o recurso a gigolos? Não, ela que se atrevesse. E que não lhe passe pela cabeça a infidelidade! “A minha mulher?! Nem pensar!”

Não, em vez de um casal conversar, encontrar interesses comuns, actividades que envolvam toda a família, de ambos se esforçarem por não olhar só para o respectivo umbigo, de não pensarem egoisticamente nas suas necessidades mas lembrarem-se que há um sentimento que precisa de ser trabalhado todos dias, porque uma união sólida constrói-se e dura aquilo que tiver de durar. Não, recorre-se à “válvula de escape”. E a vida continua, infeliz, aborrecida, sem graça.

Amsterdam18

Luís Vieira - "Amsterdam 18" in www.flickr.com

Mas a coisa não se fica por aqui.

Há quem defenda que os desejos e fantasias sexuais, tidos por moralmente "inaceitáveis", só podem ser satisfeitos por profissionais do sexo e, mais uma vez, cá está a prostituição em defesa da família, da moral e dos bons costumes.

Continuando, a prostituição absorve as taras e manias de potenciais violadores, retirando-os da rua – como se a violação tivesse forçosamente que ver com sexo e não com violência.

Depois ainda temos os deformados, os paraplégicos, os amputados e todos os que não têm outra forma de satisfazer as necessidades sexuais sem ser com a compra de serviços, prestados por profissionais do sexo, claro. Como se estas pessoas não pudessem ter uma vida sexual normal – aqui não posso deixar de me lembrar de todos aqueles que conheço, directa ou indirectamente, que, por infelicidade ou de nascença, são deficientes e têm uma vida normal, sexualidade incluída.

Não podia terminar, sem uma palavra às “seitas anti-prostituição”, esses grupos de falsos moralistas, esses estranhos activistas que insistem em combater o que sempre existiu, que passam a mensagem da prostituta-vítima, que acenam com números e estatísticas e que fazem da “luta anti-prostituição” uma obsessão. Isto quando não é de referir a Dra. Inês Fontinha, com os seus 18 anos de experiência na área, como a pior dessa espécie de “profissionais anti-putedo”.
Madeirense, 62 anos, formada em Sociologia, nomeada para o prémio Nobel da Paz em 2005, foi condecorada por Jorge Sampaio e homenageada pela Assembleia da República com o "prémio de Direitos Humanos".
A directora da Associação "O Ninho" foi homenageada pelo trabalho que desenvolve no apoio às mulheres obrigadas a prostituirem-se e no combate à própria prostituição. É também uma das fundadoras da Federação Europeia para o Desaparecimento da Prostituição.

Todas prostitutas são vítimas? NÃO. O exemplo é a empresária Heid Fleiss, que foi aprender a “profissão” para explorar a sua própria rede. Ela não gostava da prostituição em si, teve foi olho para o negócio. Esteve presa mas, após o cumprimento da pena, montou um negócio de milhões à custa da sua imagem mediática. Quantas Heidi Fleisses há por aí? Quantas são as empreendedoras que se mantêm longe do negócio organizado e vivem sem protecção de um chulo? Não são muitas, de certeza.

Legalização? Essa é outra questão, outra argumentação, outro post. É preciso distinguir o que é abolição, regulamentação, legalização e descriminalização da prostituição. Só depois podemos olhar com olhos de ver a experiência de outros países, nomeadamente a Holanda e como a Suécia.

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TwoCrabs - "IMG_4862", The view from our hotel window at the Ramada Amsterdam - girls working the red light district, in www.flickr.com

Sunday, February 12, 2006

Prostitutes from the former Soviet Union sell themselves at a nightspot, by Randy Olson in allposters

O que é a Prostituição?

Não é a profissão mais velha do mundo, porque nem sequer é uma profissão.

Não é um sonho de carreira que os pais desejem para as suas filhas e filhos. Assim como não vemos uma menina dizer: «quando for grande quero ser prostituta», também não concebemos um menino na sala de aula a dizer perante a turma: «A minha mãe é prostituta».

Não é um trabalho digno e adequado ser-se penetrado 20 vezes por dia. Não conduz à realização profissional nem à satisfação pessoal.

Não é só a penetração vaginal ou outra que está em causa
, mas a prática de um sexo selvagem, que assenta no domínio e na escravatura.

Não há uma única mulher ou homem que se prostituam porque querem ou gostem.
Todos eles têm o mesmo discurso: quando inquiridos, dizem que o fazem temporariamente, apenas para fazer face às agruras da vida; todos eles falam em sair «da vida»


Na prostituição todos os actos íntimos são rebaixados a um nível único - ao de um valor mercantil. Estamos perante o sexo separado de todo o significado humano - sexo objecto.

Não é um acto livre, porque não é uma opção: é a consequência de um estado de necessidade, inexperiência, dependência, estado mental ou fraqueza de carácter.

Negócio mais rentável do que a droga e rival do comércio de armas, a prostituição tem por base a miséria humana, as desigualdades e a escravidão.

As pessoas que se prostituem, invariavelmente, apresentam o perfil idêntico: infância caracterizada por carências económicas, habitação em condições sub-humanas, objecto de incesto e violação, gravidez precoce, desamparo da família.

A prostituição define-se como transacção psicosexual que envolve, em troca de determinada soma de dinheiro, o fornecimento de satisfação física e psíquica, num período específico de tempo - Francisco Allen Gomes, médico psiquiatra.

A prostituição prolifera porque «liberdade sexual» não implica que uma mulher aceda aos desejos sexuais de um homem quem não sente atracção, afecto. «Liberdade sexual», mais do que a escolha de parceiro, possibilita o dizer «não» sempre que não se queira ter sexo ou quando não se concorda com a prática sexual proposta..

A prostituição masculina é numericamente marginal, mas não deixa de existir. Os relatos no masculino são de uma violência inimaginável e profunda.

A prostituição foi reconhecida pelo ONU como violação dos Direitos Humanos e como
violência contra a mulher.

Foto: Prostitutes from the former Soviet Union sell themselves at a nightspot, by Randy Olson in www.allposters.com

Thursday, February 09, 2006

Diamonds Are A Girl's Best Friend

Marylin Monroe

"My goodness, Mr. Esmond. I don't want to marry your son for his money. I want to marry him for YOUR money."

A música


A canção celebrizada por Marylin Monroe, que a entoa numa voz quente e insinuante em Gentlemen prefer Blondes (1953), diz que os diamantes são os melhores amigos de uma mulher. Será?

Se o amor é eterno enquanto dura, a verdade é que estas pedras de luz são eternas para todo sempre.

koh-i-noor

koh-i-noor - "Montanha de Luz" - Pertence actualmente à Coroa Britânica

Conhecidos por Pedras do Sol ou pedras de Vénus, os diamantes vão buscar o nome à força e eternidade do amor, ao termo grego adamas que literalmente significa «impossível de domesticar», pois a misteriosa luz interior é associada ao fogo da paixão.

Lágrimas dos deuses para os Gregos, estilhaços de estrelas para os Romanos, olhos de estátuas sagradas e adoradas pelo Hindus, os diamantes sempre foram admirados e alvo de sonho e cobiça.

O diamante, símbolo do amor, representa também o poder e a riqueza, ou seja, o cúmulo do materialismo. Foi durante séculos privilégio da nobreza, da Igreja e de algumas castas superiores na Índia.

Solitário de Marylin Monroe - www.bombshells

A tradição do anel de noivado surge no Século VI, para ser reavivada em 1938 por De Beers, permanecendo até aos dias de hoje como um must de qualquer noiva.

Foi no ano de 1477 que o Duke Maximilian da Áustria, então Aquiduque da Áustria, ofereceu a Mary de Burgundy um anel de diamantes como um sinal de seu amor e a pediu em casamento. Ela aceitou seu pedido de casamento e assim nasceu o anel de noivado e compromisso. O depois Maximilian I colocou o anel no o terceiro dedo de sua mão esquerda da noiva, de acordo com a crença dos antigos egípcios para quem neste dedo passava uma veia direita ao coração.

Este costume esteve, durante muito tempo, afastado das classes mais pobres, pois as magníficas pedras estavam longe dos menos endinheirados.

144288~Gentlemen-Prefer-Blondes-Posters
Jane Russell told Marilyn, "You're the only girl in the world who can stand with a spotlight in her eyes and see what's inside a man's pocket."

A melhor amiga de uma mulher é a auto-estima. É algo que não depende de ninguém, só dela própria.

Para se realizar plenamente como pessoa, toda a mulher precisa aprender a acreditar em si, a ter uma atitude positiva perante a vida, a não ter receio nem vergonha de pensar nos seus desejos e nas suas ambições.

Auto-estima implica o auto-reconhecimento de valor e de capacidades. Implica ter coragem: coragem para dizer não quando é preciso, mesmo que custe; coragem para assumir responsabilidades por aquilo que se quer; coragem para defender pontos de vistas e ideias, por vezes contrários ou incómodos e que levam à resignação e à acomodação.

Com vontade e força interior é preciso passar à acção.

Ser-se empreendedor é totalmente incompatível com o ficar à espera que as coisas pura e simplesmente aconteçam ou com uma postura de dependência e de lamentação.

Entretanto, enquanto não se tem diamantes, contentemo-nos com o zircão (ou zircónio, como se queira chamar a essa pedrinha que a olho nú passa mesmo por diamante).

Haja amor, mas haja também conforto!

Madonna4

Monday, February 06, 2006

col63
I'm just a girl

Este é o título do primeiro post de All about Eve, a versão em Inglês de Tudo Sobre Eva.

Why? Why not? Exactamente 4 meses depois de dar o primeiro passo na blogoesfera, surgiu o desafio e a necessidade de escrever em Inglês.

É um desafio escrever numa língua em que não sou nativa.

É uma necessidade, porque embora o Português seja a terceira língua mais falada na Internet, o Inglês é universal.

Portugal está inserido na União Europeia, num Mercado Comum e chegou a altura de pensar maior. A verdade é que hoje estou em Portugal, daqui a um ano, quem sabe se não estarei num outro país europeu? Está tudo em aberto, porque na vida não se pode dar nada por garantido.

A Eva é a mesma, o estilo é o mesmo.

All about Eve não é uma colagem, é uma versão, pois os blogs estão em estádios diferentes. Pretendo reescrever a maior parte dos textos do Eva, mas tenho a perfeita noção que ao reescrever vou estar a recriar e novas ideias, novas formas de expressão, vão certamente surgir.

Aqui fica a comunicação oficial de que hoje, sob o signo de Aquário, nasceu Eve.

Sunday, February 05, 2006

Chain1

5 hábitos, 5 confissões

Coisas de Mocho... Mocho diz, Eva faz! Portanto, o melhor mesmo é dar andamento à tarefa e "seleccionar" mais 5 vítimas (temos pena!)

Aqui deixo 5 hábitos que me definem e que vos confesso:

- Estar sempre rodeada de livros, revistas, prints, etc. que se multiplicam sem eu dar bem por isso;

- Andar com uma mala grande, do tipo Mary Poppins, que é um mundo de utilidades;

- Mais do que estar comunicável é o facto de poder comunicar. Isto implica ter sempre comigo 2 telemóveis, que só atendo se tiver disponibilidade, que tem de ser física e mental;

- Quase nunca me separo do meu portátil (que tem o tamanho de uma folha A4);

- Tenho sempre umas histórias mirabolantes para contar, porque me meto sempre em peripécias que não lembram! Parece que o insólito vem sempre ter comigo. Ou serei eu que tenho uma fixação com o inusitado?

Clips in chain

Entretanto, após critérios maioritariamente aleatórios, os próximos a ir ao confessionário são:

Rosa do Sorriso-aos-molhos;

Nicolau do Sooono

Desconhecida

Esplanando

Meia Lua de Fala Comigo...



Friday, February 03, 2006

Tango Lesson by Maggie Heinxel-Neel

Tango Lesson by Maggie Heinzel-Neel

A escrita tem sexo?

Ultimamente, fala-se muito de escrita feminina, de escrita light, de escritores homossexuais... De repente, o sexo do autor passou a ser mais valorizado que a sua escrita!

Pareceu-me importante reflectir sobre este tema, pois também a minha escrita tem sido posta em causa. De várias formas, me tem chegado um som de retorno que me fez pensar sobre a mensagem que poderei ou não estar a passar com o que escrevo.

Recentemente afirmei, num mail pessoal, que
sem querer passar mensagem de feminista ou algo do género, os temas escolhidos pretendem abordar questões de homens e mulheres, sexo e sociedade, embora a perspectiva de base seja feminina, pois o facto de ser mulher acaba também por influenciar a forma como escrevo. Mesmo que eu queira ser imparcial, e acho que o sou, há um lado feminino que ressalta, como é normal.

Na verdade, há ideias fundamentais a reter:

- É redutor definir o que quer que seja pela orientação sexual ou pelo corpo do seu criador;

- É meramente acessória a questão do sexo do autor.

Tudo o que fazemos, assim como a nossa percepção que temos do mundo,
está inevitavelmente ligado à nossa maneira de estar na vida, à nossa experiência pessoal, aos factores culturais da sociedade em que nos inserimos, aos valores que pautam o nosso comportamento e que definem aquilo em que acreditamos.

Os nossos pensamentos, as nossas opiniões não aparecem desligadas de um contexto.

Não podemos esquecer que as pessoas têm um sexo, têm uma orientação sexual, mas isso é inerente à condição de pessoa, faz parte integrante da personalidade. Não é necessário estar sempre a afirmá-lo ou a propagá-lo aos quatro ventos.

Muito pertinente foi um texto que encontrei de Inês Pedrosa, O Sexo da Literatura. Esclarecedor quanto a esta questão, começa com uma confissão: só em 1997 me ocorreu que a arte podia ter orientação sexual.

Cheek to Cheek by Maggie Heinzel-Neel

Cheek to Cheek by Maggie Heinzel-Neel

Fotos em www.allposters.com