Saturday, January 14, 2006


Uncertain emotions force an uncertain smile…Ou Tudo sobre o sorriso - Parte II
O estudo do sorriso começa com a obra fundamental de Charles Darwin, «A Expressão das Emoções no Homem e nos Animais» de 1872, desenvolvendo-se posteriormente com estudos nas áreas da Psicologia e da Etologia.

Darwin com as suas teorias evolucionistas procurava sustentar a evolução das expressões faciais humanas a partir do macaco, bem como a natureza inata ou aprendida dessas expressões.

Os chimpanzés, próximos do Homem na sua escala evolutiva, costumam exibir expressões semelhantes ao sorriso e ao riso.

O sorriso aparece no bebé como um padrão já completo, pronto e reconhecido, independente das diversidades sócio-culturais. Mesmo os bebes invisuais sabem sorrir. Este comportamento inato é depois trabalhado pela sociedade em que a criança se insere. Certas culturas são reservadas e pouco demonstrativas no que respeita às expressões do estado de alma, como é o caso da nipónica. Por outro lado, na nossa sociedade, bem mais aberta aos vários estados emocionais, quantas vezes vemos os pais a chamar a atenção dos filhos para que estes contenham o riso ou não riam tão alto?

O bebé, nos primeiros meses de vida, manifesta o sorriso, forma de despertar afecto, proximidade e os cuidados da mãe. É a contraposição ao choro pelas cólicas, pela fralda suja ou pela fome. Se não houvesse sorriso e, mais tarde riso, as hipóteses de um ser tão indefeso e dependente sofrer de negligência ou abuso por parte dos adultos seriam bem maiores. Isto para justificar o sorriso como ferramenta biologia de sobrevivência, e não algo supérfluo e dispensável.

O riso surge por volta do quarto mês de vida, associado a estímulos físicos (ex: cócegas) e como mecanismo de que a criança tem de lidar com os aspectos novos do ambiente, para além de promover e desenvolve o desenvolvimento cognitivo.

O sorriso não é sempre uma manifestação de alegria ou prazer, estando, por vezes, associado à dor, à tensão e ao desconforto

O sorriso é também mais presente na idade reprodutiva do que na velhice.

As mulheres sorriem mais do que os homens, mas esse facto não assenta em razões positivas.

A verdade é que as mulheres, em sociedades de dominação masculina, aprenderam a usar o sorriso como defesa, como parte de uma linguagem corporal silenciosa, invisível, agradável, apaziguadora. São muitos séculos de interiorização de um comportamento de menina bem comportada, afável e submissa… Pelo menos, aparentemente.

Também está provado que os negros numa sociedade de brancos ou outra minoria étnica sorriem mais. A razão: instinto de sobrevivência!

Engraçada é a definição de sorriso encontrada no dicionário: rir de leve ou rir sem fazer ruído.

Um sorriso verdadeiro é aquele em que os músculos dos olhos são utilizados, ou seja, faz os chamados «pés de galinha» e move a parte do olho que fica entre a sobrancelha e pálpebra – a primeira desce e a ponta das sobrancelhas curva-se ligeiramente.

Apenas uma ínfima percentagem das pessoas consegue fingir um sorriso mexendo os músculos dos olhos, pelo que será fácil detectar um sorriso falso: é aquele em só mexem os músculos da boca.

O sorriso pega-se! Se sorrirmos a alguém as hipóteses de termos um sorriso em retribuição são imensas. Comportamento gera comportamento e o sorriso também atrai sentimentos positivos, logo é bom, recomenda-se!

A acção de sorrir exercita 42 músculos do rosto. Além de conferir uma atitude positiva, o sorriso faz bem à pele, tal como o acto de beijar, que trabalha a zona do rosto e do queixo. Posto isto, dá vontade de dizer «bora lá sorrir e beijar muito» – pela nossa saúde, claro!



Curiosidades/sugestões:


Desvendando os segredos da linguagem corporal, Allan Reese e Barbara Pease


O sorriso das crianças

O sorriso dos portugueses

Sorrisos Marcianos

Armindo Freitas-Magalhães phD

Prof.Emma Otta

Fotos:
1 - Claudia 2 by tp
2 - Boy´s Smile by Camera Rwanda in flickr-com
3 - Joy by Sweet Destin
4 - San Xavier Kiss #2 by Camera Rwanda

Todas em www.flickr.com

19 comments:

  1. Andamos felizes é? Hummm... Que bom! Olha, obrigada pelas sugestões.

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  2. Se não andamos felizes, pelo menos fazemos por isso, certo? :)

    Bjs

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  3. Pela nossa saúde!!!! :-)
    Toca a sorrir e a beijar... que excelente recomendação médica!

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  4. Logo esta Eva que não pode ver sangue e que tem horror a tudo o que seja Medicina...

    Pela nossa saúde, haja formas de evitar o médico!

    LOL

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  5. Tudo o que está aqui já sabia, mas nunca é demais relembrar:)

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  6. Eva,

    Uma semana feliz e com muitos sorrisos.

    Até ao meu regresso
    GRANDE Beijo

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  7. E pronto.
    Cá está uma prova de que as mulheres são umas dissimuladas!
    aahahahha

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  8. Gostei do texto e da foto! Obrigada

    Ainda bem que gosto de rir e sorrir, e que lido com pessoas que fazem o mesmo!

    Beijoca muito Grande

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  9. Parrot,

    Espero que ausência seja breve!

    Wind,

    Um refresh tem sempre a sua utilidade ;)

    Xa-das-5,

    Sabes muito...

    Abelhinha,

    Sorrir, rir e muitos beijos! Venham eles! De preferência longos e bem dados! Pela nossa saúde!

    Bjs

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  10. já não me lçembro muito bem como é que acontece... sorrir, seja de felicidade, de compaixão, de dessimulação... já não me lembro

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  11. Maresia,

    Não posso acreditar...

    Pelo menos experimenta, faz um esforço. De certeza que hás-de encontrar algo que te faça sorrir. Pode não seu um sorriso largo, mas que seja um sorriso.

    Eu há coisa de duas semana parecia uma tonta a olhar para um arco íris! E ri-me sozinha, dentro do carro!

    Há pequenas coisas que me fazem inevitavelmente sorrir - atravessar a ponte Vasco da Gama (o que faço agora muito menos vezes) é outra pequena maravilha.

    Eu tenho as minhas pequenas coisas, acredito que encontres as tuas.

    Muito obrigada pela visita!

    Bjs

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  12. É à conta destas que pareço um velhinho, todo enrugado...
    Mas é tão bom, rir até á exaustão, sem falsidades, sem tretas...Franco e aberto...

    Beijo

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  13. É verdade Ahraht,

    Nada melhor que rir a bom rir, rir porque é espontâneo e nos apetece, sem estarmos a fazer um sorriso cínico ou por piedade.

    E vivam as rugas de expressão!

    Bjs

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  14. Óptimo o teu post. Gostei bastante! E que seria de nós sem o sorriso (linguagem universal)? :D
    Beijos

    Espero que não te importes mas já há uns tempos que te adicionei num dos meus cantinhos... gosto do que aqui se "cultiva" :D

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  15. Olá Sandra!

    Obrigada pelas tuas palavras.

    Hei-de passar pelo teu cantinho com a devida atenção para experenciar o que se passa por lá...

    Bjs

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  16. Olá Eva,

    muito, muito bons estes teus dois posts sobre a linguagem não verbal e o sorriso. Muito interessante. São temas sobre os quais se tem uma certa intuição, mas é sempre bom ver o tema tratado com mais profundidade.

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  17. Nuno,

    Ainda bem que gostaste. Fico feliz quando sou apreciam os meus posts (quem é que não fica, né?)


    Clife,

    Obrigada pela visita. Já sabia que tinha visitantes da Madeira, dos Açores é que ainda ninguém se tinha acusado...

    Não conheço as ilhas (shame on me), mas gostava muito e tenho muita admiração por esse Portugal que não conheço.

    Basta dizer que a minha professora da primária era uma açoreana de S. Miguel, por isso cresci a pensar num Portugal que não se resume a este «rectângulo à beira-mar plantado».

    Bjs

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  18. 5 estrelas a tua continuação...

    "«bora lá sorrir e beijar muito» – "

    beijokas sorridentes

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  19. Consegui finalmente ler o teu post... valeu a pena esperar e não passar já ao seguinte (o chefe tá lá dentro, mas paciencia lolololo).
    Acho uma palermice quando os pais mandam os filhos calar quando riem alto.... os meus filhos é que às vezes me mandam calar a mim ..... opá dá mau aspecto, tá a ver né?

    Eu adoro rir, é algo que faço com imenso prazer e depois é contagioso (eu tb sou daquelas que tem montes de rugas no canto dos olhos).

    Eu e o meu pai adoramos filmes de rir, lembro-me quando era mais novinha que via com o meu pai o "Inspector Quebra Ossos" e lembro-me de ver o meu pai a escorregar pelo sofã e a cair no chão de tanto rir.
    Aconteceu-me o mesmo a ver o "Mr. Been" este fim de semana com os meus filhos.... o meu mais velho já rebolava à frente da lareira!
    Todas e quaisquer pessoas deviam rir até mais não!

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